Atualização segue fórmula que integra inflação e crescimento do PIB
A maioria dos pensionistas portugueses vai ver as suas pensões aumentar 2,77% a partir de janeiro de 2026, segundo estimativas da Lusa com base nos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). O aumento aplica-se às pensões até dois IAS (1.073,94 euros), onde se situa cerca de 90% dos beneficiários.
A atualização das pensões tem por base dois indicadores: a inflação média dos últimos 12 meses, sem habitação, que em novembro foi de 2,27%, e o crescimento médio anual do Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos dois anos. Este mecanismo garante uma atualização automática e proporcional ao contexto económico.
As pensões entre dois e seis IAS (1.073,94 a 3.221,82 euros) terão um aumento de 2,27%, em linha com a inflação, enquanto as pensões superiores a seis IAS vão subir 2,02%, de acordo com os cálculos da Lusa.
O índice de Apoios Sociais (IAS) será igualmente atualizado, passando de 526,46 euros para 536,97 euros, servindo de referência para outras prestações sociais.
Exemplos práticos de atualização:
- Pensão de 380 euros → 390,53 euros (+10,53 euros)
- Pensão de 950 euros → 976,32 euros (+26,32 euros)
- Pensão de 1.100 euros → 1.124,97 euros (+24,97 euros)
- Pensão de 3.300 euros → 3.366,66 euros (+66,66 euros)
O Parlamento aprovou, na votação na especialidade do Orçamento do Estado para 2026 (OE2026), a proposta do PSD e CDS-PP para que o Governo volte a pagar o suplemento extraordinário para as pensões mais baixas, condicionado à evolução das contas públicas. Propostas da oposição para aumentos estruturais das pensões foram chumbadas.
O INE publicará em 12 de dezembro o valor final do IPC relativo a novembro, confirmando ou ajustando a estimativa hoje divulgada.



































