A Ceia de Natal do PCP, realizada ontem na cantina da AGERE, em Braga, juntou perto de uma centena de militantes e simpatizantes. O encontro contou com a presença do secretário-geral comunista, Paulo Raimundo, que encerrou a iniciativa com um discurso centrado na contestação ao Pacote Laboral e na mobilização para a Greve Geral marcada para a próxima quinta-feira.
Raimundo critica Governo por “cinismo e hipocrisia”
Na sua intervenção final, Paulo Raimundo acusou o Primeiro-Ministro de “cinismo e hipocrisia” por anunciar a intenção de aumentar o salário mínimo para 1.600 euros e o salário médio para 3.000 euros, “enquanto tenta impor uma legislação laboral que acentuará a precariedade e os baixos salários”.
O líder comunista destacou ainda a “crescente consciência da gravidade das medidas do Pacote Laboral” e a “multiplicação das adesões de estruturas representativas dos trabalhadores e de diversas personalidades” à Greve Geral convocada pela CGTP-IN.
Ambiente de camaradagem e crítica política
Segundo nota enviada ao O MINHO, a ceia foi preparada “com o espírito de militância que caracteriza as iniciativas do PCP, num ambiente de grande alegria e camaradagem”. Toda a logística — da preparação da refeição ao serviço de mesa, passando pela arrumação e limpeza — foi assegurada por militantes e simpatizantes.
A decoração incluiu motivos natalícios com humor e crítica política, entre os quais cartazes com a mensagem: “Feliz Natal, mas sem Pacote Laboral”.
Intervenções: juventude, sindicatos e presidenciais
O jantar contou com várias intervenções políticas.
Pedro Fernandes, da Direção Nacional da JCP, falou das “lutas da juventude” e do recente 13.º Congresso da JCP, que reuniu centenas de jovens “com enorme confiança num futuro melhor”.
Já Joaquim Daniel, membro do Comité Central e coordenador da União dos Sindicatos de Braga – CGTP-IN, explicou as razões que levaram à convocação da Greve Geral, sublinhando o impacto negativo que o Pacote Laboral poderá ter nos direitos dos trabalhadores.
A intervenção final antes do discurso de Raimundo coube a José Ferraz, mandatário regional da candidatura presidencial de António Filipe, que apelou ao voto no “candidato de Abril”, defendendo que “nas próximas eleições está em jogo a opção entre fazer cumprir a Constituição ou continuar a agravar as injustiças”.

































