Sondagem da Universidade Católica aponta Ventura e Seguro como favoritos à segunda volta

Presidenciais 2026

A mais recente sondagem da Universidade Católica indica que André Ventura e António José Seguro são os candidatos mais bem posicionados para disputar uma eventual segunda volta das eleições presidenciais. Apenas um ponto percentual separa o líder do Chega (24%) do candidato apoiado pelo Partido Socialista (23%).

De acordo com o estudo, realizado para a RTP, Antena 1 e jornal Público, este é o cenário mais provável para uma segunda volta, que implicaria um regresso dos eleitores às urnas no dia 8 de fevereiro. João Cotrim de Figueiredo surge logo a seguir, mantendo-se “à espreita” de um lugar no segundo turno.

Henrique Gouveia e Melo aparece na quarta posição e Luís Marques Mendes em quinto, sendo estes dois candidatos os que registam as maiores quebras face à sondagem anterior, realizada em dezembro. Mesmo considerando a margem de erro máxima de 2,2%, nenhum deles avançaria para a segunda volta.

Num cenário de confronto direto na segunda volta, a liderança de André Ventura perde força. Apenas 33% dos inquiridos admitem votar no candidato do Chega, sendo que António José Seguro, Henrique Gouveia e Melo, João Cotrim de Figueiredo e Luís Marques Mendes, todos com mais de 45%, venceriam um duelo com Ventura.

À esquerda do espetro político, Catarina Martins e António Filipe surgem empatados com 2% das intenções de voto, seguindo-se Jorge Pinto, com 1,5%. Manuel João Vieira, Humberto Correia e André Pestana aparecem abaixo de 1%.

António José Seguro é o candidato que mais cresce nesta sondagem, passando de 16% em dezembro para 23% no inquérito agora divulgado.

A fidelização do voto varia significativamente entre candidatos. João Cotrim de Figueiredo apresenta o eleitorado menos consolidado, com cerca de 60% dos seus potenciais eleitores a admitirem poder mudar de opção. Em sentido contrário, André Ventura mobiliza um eleitorado mais fiel, com 74% dos inquiridos a garantirem que não pretendem alterar o sentido de voto.

A sondagem baseia-se em 1.770 inquéritos válidos e apresenta uma margem de erro máxima de 2,2%.


Ficha técnica

O inquérito foi realizado pelo CESOP – Universidade Católica Portuguesa para a RTP, Antena 1 e Público, entre os dias 6 e 9 de janeiro de 2026. O universo em estudo corresponde aos eleitores residentes em Portugal. As entrevistas foram efetuadas por telefone (CATI), a partir de uma amostra aleatória de números de telemóvel.

Foram recolhidos 1.770 inquéritos válidos (44% mulheres), com a seguinte distribuição geográfica: 31% Norte, 22% Centro, 32% Área Metropolitana de Lisboa, 6% Alentejo, 5% Algarve, 2% Madeira e 2% Açores. Os resultados foram ponderados de acordo com sexo, idade, região e comportamento eleitoral. A taxa de resposta foi de 38% e a margem de erro máxima é de 2,2%, para um nível de confiança de 95%.