Cotrim encerra campanha em Braga confiante numa segunda volta e apela ao voto útil no centro-direita

O candidato apoiado pela Iniciativa Liberal reforçou, no jantar de fim de campanha em Braga, a convicção de que pode ultrapassar os 20% e voltou a defender que o voto em Marques Mendes ou Gouveia e Melo é inútil.

João Cotrim de Figueiredo encerrou a campanha presidencial num jantar em Braga, onde se mostrou confiante numa ida à segunda volta e reiterou a expectativa de vir a contar com o apoio de Luís Marques Mendes nesse cenário. Perante apoiantes e dirigentes liberais, o candidato afirmou que a sua candidatura “é a única alternativa credível no espaço do centro-direita” e apelou ao voto útil nos eleitores indecisos.

Durante a intervenção, Cotrim sublinhou que acredita num resultado acima dos 20% e voltou a considerar que os votos em Luís Marques Mendes ou em Henrique Gouveia e Melo não terão impacto decisivo no desfecho eleitoral. “Cada voto que não for concentrado numa candidatura com possibilidade real de passar à segunda volta acaba por ser desperdiçado”, defendeu.

O último dia de campanha foi passado em Guimarães, depois de quase duas semanas de ações mais discretas, centradas em visitas a empresas, lares e mercados. Embora o contacto direto com a população não tenha sido a grande aposta da candidatura, Cotrim refere que a receção nos locais por onde passou foi, em geral, positiva.

Ao fim de 13 dias de campanha oficial, o candidato liberal admite que houve momentos de maior e menor intensidade, mas garante que a motivação se manteve até ao fim. Nas últimas horas, o apelo foi dirigido sobretudo aos eleitores de centro-direita que ainda não decidiram o sentido de voto.

O cenário com que trabalha é uma segunda volta disputada com André Ventura ou António José Seguro. Apesar de admitir que o PSD possa optar por não se pronunciar formalmente, Cotrim deixou claro que espera uma indicação de voto por parte de Luís Marques Mendes, caso chegue à fase decisiva.

Sem arrependimentos no fecho da campanha, João Cotrim de Figueiredo aguarda agora pela decisão dos eleitores, que irão escolher entre enviá-lo para o Palácio de Belém ou vê-lo regressar ao Parlamento Europeu, em Bruxelas.

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