À margem da cerimónia de homenagem ao Vitória Sport Clube, realizada na Câmara Municipal de Guimarães, o presidente do clube, António Miguel Cardoso, abordou vários temas da atualidade vitoriana, desde os objetivos desportivos ao mercado de transferências, passando pelo projeto da futura Academia.
O dirigente começou por sublinhar o envolvimento do Vitória em múltiplas frentes competitivas, destacando a ambição transversal a todas as áreas do clube.
«É em todas as modalidades, na formação, no futebol feminino, na equipa B e também na equipa A. Achamos importante qualificarmo-nos para a Europa, sempre dissemos que o quinto lugar era o mínimo», afirmou.
Apesar da recente conquista da Taça da Liga, António Miguel Cardoso deixou claro que o clube não pode cair na euforia, sublinhando a necessidade de manter o foco nos objetivos da época.
«Há um título conquistado a meio da época. Não podemos ser muito eufóricos e não queremos perder o rumo. Está feito, fizemos história, mas agora é trabalhar. Não podemos estar a olhar para trás. Está na história e no museu, mas agora é trabalhar para chegar à Europa», reforçou.
Mercado de Inverno sem alarmes
Questionado sobre o mercado de transferências e sobre os rumores que apontavam para o interesse do Sporting em Gonçalo Nogueira e Diogo Sousa, o presidente do Vitória foi perentório a desmentir essas informações.
«Não é verdade. Sondagens há por todos os jogadores», garantiu, acrescentando que o clube está tranquilo quanto ao plantel.
«Sabemos da qualidade que temos dentro de portas. Muitos destes jogadores farão grandes carreiras internacionais. Estamos tranquilos», vincou.
Confiança no processo desportivo
Sobre a derrota frente ao FC Porto, no Estádio D. Afonso Henriques, António Miguel Cardoso destacou os sinais positivos deixados pela equipa, apesar do desfecho negativo.
«Ficaram sensações boas. Sentimos que estamos a trabalhar num processo e vemos a equipa cada vez mais forte. Não tivemos a sorte do jogo, faz parte», referiu.
Nova Academia com avanços
Instado a comentar o ponto de situação relativo à parceria com a Câmara Municipal de Guimarães para a cedência de terrenos destinados à construção de uma nova Academia, o dirigente revelou que o processo está a evoluir, embora reconheça a sua complexidade.
«Estamos numa fase em que as coisas estão a evoluir. Há perceção de que o Vitória está a trabalhar mais a formação, os jovens, e precisa de crescer e ter mais infraestruturas», explicou.
António Miguel Cardoso acrescentou que o trabalho tem sido desenvolvido em articulação com o município, dando continuidade a processos iniciados no anterior executivo.
«O trabalho não é fácil e levará o seu tempo, mas brevemente podem ser novidades aos vimaranenses», concluiu.
































