Presidente dos arsenalistas revela tarja gigante que tinha sido vetada no dérbi minhoto e promete erguê-la na bancada nascente como símbolo de identidade do clube
O presidente do SC Braga, António Salvador, anunciou esta sexta-feira a criação da “Muralha da Liberdade”, uma estrutura de grandes dimensões que será instalada na bancada nascente do Estádio Municipal de Braga, numa iniciativa apresentada como homenagem aos sócios e adeptos do clube.
O anúncio surgiu na primeira publicação de Salvador nas redes sociais, pouco depois de ter sido confirmada a sua presença em várias plataformas digitais. Na mensagem dirigida aos adeptos, o dirigente procurou também mobilizar o apoio para o próximo jogo frente ao Sporting CP.
A “Muralha da Liberdade” corresponde à tarja originalmente preparada para o dérbi do Minho frente ao Vitória SC, mas que acabou por ser vetada pela Polícia de Segurança Pública. A decisão originou vários dias de polémica e trocas de críticas entre o clube bracarense e as autoridades, levando inclusive a reuniões com entidades desportivas e governamentais.
Segundo António Salvador, o tifo agora apresentado é uma cópia fiel da estrutura original, tendo apenas sofrido um ligeiro ajuste nos materiais utilizados. A instalação terá 112 metros de largura por 30 metros de altura, tornando-se uma das maiores estruturas deste género associadas ao clube.
“A Muralha da Liberdade será erguida na Bancada Nascente. É uma firme homenagem aos sócios e adeptos e uma afirmação clara do que é ser SC Braga”, escreveu o presidente.
O dirigente explicou ainda que as condições meteorológicas dos últimos dias impediram a conclusão da montagem antes do jogo deste fim de semana, mas garantiu que a estrutura será apresentada no início da próxima semana.
Na mesma publicação, Salvador sublinhou que a iniciativa pretende demonstrar que “quando os sócios querem, o clube faz”, independentemente das dificuldades ou objeções que possam surgir.
“A Muralha da Liberdade significa que o orgulho e o sentimento de pertença que existe entre o clube, a cidade e a comunidade não podem ser censurados”, afirmou.
O presidente dos arsenalistas reforçou também o compromisso de continuar a defender os valores do clube e da cidade.
“Enquanto Presidente, reforço o meu compromisso de defender, todos os dias, a história, os valores e as pessoas que a Muralha da Liberdade representa. Fazendo-o, defenderei a minha cidade e o meu clube.”
A iniciativa surge após a controvérsia gerada no dérbi minhoto, num episódio que marcou o ambiente em torno do jogo entre o Braga e o Vitória e que voltou a reacender o debate sobre liberdade de expressão nas bancadas e regras de segurança nos estádios portugueses.






























