Seguro diz que “venceu a democracia” e apela à união para derrotar extremismos

António José Seguro, vencedor da primeira volta das eleições presidenciais de 2026, afirmou este domingo que “venceu a democracia” e manifestou confiança numa nova vitória na segunda volta, marcada para 8 de fevereiro. Num discurso marcado por apelos à união e à mobilização cívica, o candidato apoiado pelo Partido Socialista declarou que o objetivo central da sua candidatura é derrotar os extremismos e quem “semeia o ódio” na sociedade portuguesa.

“Sou livre, vivo sem amarras e assim agirei como Presidente da República. Com a nossa vitória, venceu a democracia e voltará a ganhar no dia 08 de fevereiro”, afirmou Seguro, perante um anfiteatro cheio no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha.

O antigo líder socialista dirigiu-se a um público mais vasto do que o seu eleitorado natural, lançando um apelo direto a “todos os democratas, progressistas e humanistas” para que se juntem à sua candidatura na segunda volta. Segundo Seguro, só uma ampla convergência de forças democráticas permitirá travar projetos políticos assentes na divisão e no radicalismo.

“Na segunda volta, unidos, derrotaremos os extremismos e quem faz da política um instrumento de medo, intolerância e ódio”, sublinhou, sem referir diretamente os seus adversários, mas deixando clara a linha de confronto que pretende estabelecer no próximo ato eleitoral.

Ambiente de festa e confiança reforçada

Seguro entrou na sala em clima de celebração, acompanhado pela família, ao som de aplausos e cânticos com o seu nome. O ambiente festivo refletiu o sentimento de confiança da sua candidatura, após uma primeira volta em que se afirmou como o candidato mais votado a nível nacional.

No discurso, o candidato reforçou a imagem de independência que tem procurado construir ao longo da campanha, garantindo que, caso seja eleito Presidente da República, exercerá o cargo com autonomia, sentido de Estado e compromisso com os valores democráticos.

Com a segunda volta já no horizonte, António José Seguro assume-se como o polo agregador do espaço democrático, apostando numa mensagem de estabilidade institucional, diálogo e rejeição de soluções políticas baseadas no confronto e na radicalização.

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