Cabaz alimentar dispara logo no arranque de 2026 e atinge máximo de quatro anos

Preço dos bens essenciais já subiu quase 10 euros em poucas semanas, segundo a DECO PROteste

O aumento do custo de vida continua a fazer-se sentir no bolso dos consumidores e 2026 mal começou. De acordo com os dados mais recentes divulgados pela DECO PROteste, o preço do cabaz alimentar já aumentou 9,67 euros desde o início do ano, uma subida de cerca de 4%, fixando-se agora nos 251,49 euros.

Trata-se do valor mais elevado registado nos últimos quatro anos, desde que a organização de defesa do consumidor acompanha, de forma regular, o preço de um cabaz composto por 63 bens alimentares essenciais.

Subida acentuada em poucas semanas
Segundo a DECO PROteste, só na última semana o cabaz alimentar encareceu 2,40 euros, o que corresponde a um aumento de 0,96%. Em comparação com o mesmo período do ano passado, os consumidores estão a pagar mais 9,64 euros pelos mesmos produtos, um agravamento de quase 4%.

O contraste é ainda mais evidente quando a análise recua quatro anos. Nessa altura, era possível adquirir exatamente os mesmos bens por menos 63,79 euros, o que representa uma diferença de cerca de 34%.

“Nunca esteve tão caro”
A organização sublinha que o cabaz alimentar “nunca esteve tão caro” desde o início desta monitorização, em 2022. Num levantamento anterior, divulgado a meio de janeiro, o valor já tinha atingido 249,09 euros, após uma subida semanal de 7,27 euros (mais 3,01%), sinalizando uma tendência de forte agravamento dos preços logo nas primeiras semanas do ano.

Produtos com maiores aumentos
Entre 14 e 21 de janeiro, os maiores aumentos percentuais registaram-se na curgete, cujo preço subiu 13%, na carne de novilho para cozer, com um acréscimo de 10%, e na couve-flor, que encareceu cerca de 7%.

Comparando os preços atuais com os da primeira semana de 2026, a 7 de janeiro, a curgete volta a destacar-se, com uma subida acumulada de 25%. Seguem-se o esparguete, com um aumento de 19%, e a massa em espirais, que ficou 17% mais cara.

A DECO PROteste alerta para o impacto crescente destes aumentos no orçamento das famílias, numa altura em que o ano ainda agora começou e os preços dos bens essenciais continuam a subir sem sinais de abrandamento.

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