DST financia doutoramento de trabalhadora e defende ciência como motor para melhores salários

Grupo de Braga reforça aposta na investigação aplicada e passa a contar com mais uma doutorada nos seus quadros

O dstgroup, com sede em Braga, vai passar a contar, a partir de sexta-feira, com mais uma trabalhadora doutorada, depois de ter financiado integralmente o doutoramento de Sara Costa, gestora de Inovação da dte, empresa de instalações especiais do grupo. A investigadora vai defender a tese no âmbito da industrialização da construção, numa aposta que o grupo considera estratégica para aumentar a produtividade e, consequentemente, os salários.

Ciência integrada na estratégia empresarial

Atualmente, o dstgroup tem 10 trabalhadores com doutoramento concluído, distribuídos por várias empresas do grupo e por diferentes áreas de especialização. De acordo com informação enviada à imprensa, este número reflete uma “aposta consistente na qualificação avançada e na integração do conhecimento científico na prática empresarial”.

José Teixeira, presidente do Conselho de Administração do grupo DST, sublinha que o reforço da ciência nas empresas é essencial para o desenvolvimento económico do país.

«As empresas precisam de mais ciência para aumentarem a produtividade e os produtos inventados em Portugal. Só assim se podem aumentar os salários. As parcerias com universidades e centros de investigação são essenciais, mas são apenas uma etapa. As empresas têm de integrar mais doutorados nos seus quadros», afirma.

O responsável destaca ainda a aposta na produção científica e na inovação aplicada: «Temos de publicar mais em revistas científicas, ser mais citados e transformar esse conhecimento em patentes. No dstgroup já temos mais de uma dezena de patentes submetidas na área da construção industrial».

Formação financiada e visão de longo prazo

Além de Sara Costa, outros dois trabalhadores do grupo encontram-se atualmente a frequentar programas de doutoramento, também integralmente financiados pela DST, reforçando uma estratégia de longo prazo assente na investigação, na produção de conhecimento e na sua aplicação direta aos desafios da engenharia, da construção e da inovação industrial.

Um contributo científico inédito

O doutoramento de Sara Costa foi realizado no âmbito do Programa Doutoral em Engenharia Industrial e de Sistemas da Universidade do Minho e é descrito pelo grupo como um “contributo científico inédito para o país”.

A investigação propõe uma nova forma de compreender, definir e operacionalizar a industrialização da construção, tanto do ponto de vista teórico como prático, num contexto marcado por desafios estruturais como a baixa produtividade, a escassez de mão de obra especializada e a necessidade urgente de inovação no setor.

«Industrializar a construção vai muito além de sistemas construtivos. É moldar mentes, culturas e futuros. A grande questão já não é se a construção pode ser industrializada, mas se a indústria e a sociedade estão preparadas para abraçar essa transformação com consciência e propósito», afirma a doutoranda, citada em comunicado.

Impacto no setor e no futuro do emprego

O estudo posiciona-se como uma peça central para a evolução da construção industrial em Portugal, num momento em que o setor enfrenta forte pressão para responder à crise da habitação, acelerar processos produtivos, atrair novos perfis profissionais e cumprir metas de sustentabilidade e digitalização.

Segundo o dstgroup, a investigação demonstra ainda que a construção industrial é mais limpa, mais organizada e tecnologicamente avançada, criando condições para atrair mais mulheres e promover um mercado de trabalho mais inclusivo e qualificado.

Com este doutoramento, o grupo afirma reforçar o seu papel como agente de transformação da indústria e como produtor ativo de conhecimento científico pioneiro em Portugal, consolidando a visão inovadora associada à marca ZETHAUS e ao Living Lab.

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