Póvoa de Lanhoso investe 25 milhões em obras e planeia novo complexo desportivo

O Município da Póvoa de Lanhoso vai investir 25 milhões de euros em obras ao longo do atual mandato, sete milhões provenientes do próprio orçamento e o restante financiado por programas europeus, nomeadamente Portugal 2030 e o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Entre os projetos em estudo está a construção de um complexo desportivo com um novo estádio, cujo estudo preliminar já começou, embora custos e datas de início ainda não estejam definidos.

O presidente da Câmara, Frederico Castro, revelou aos jornalistas, no final da apresentação do CONTE – Concurso Nacional de Teatro, que entre os 25 milhões previstos estão várias obras já aprovadas ou em vias de aprovação pelos programas de financiamento:

  • Requalificação do Cine Fórum dos Bombeiros Voluntários, transformando-o numa sala para conferências, concertos e espetáculos, com capacidade para 450 pessoas – investimento de 2,2 milhões de euros.
  • Construção de um Centro Interpretativo da Póvoa de Lanhoso, semelhante a um posto de turismo, com enfoque na filigrana, história da Maria da Fonte e gastronomia – investimento de 2 milhões de euros.
  • Nova Loja do Cidadão, junto ao Centro de Saúde e às instalações da Segurança Social – investimento de 1,7 milhões de euros.

Ampliação do Parque do Pontido

A Câmara adquiriu um terreno ao norte do ribeiro que atravessa a vila para duplicar a área do Parque do Pontido, incluindo pequenas travessias do curso de água, equipamentos de apoio para os cidadãos e a possível instalação de um pequeno bar.

Frederico Castro destacou ainda a construção de habitações a custos controlados em duas freguesias, lembrando que, apesar de a Póvoa de Lanhoso ter 23 mil habitantes e população estável, o município pretende atrair novos residentes, o que requer equipamentos sociais, culturais e desportivos.

Complexo Desportivo e pavilhão multiusos

O projeto do Complexo Desportivo incluirá um novo estádio, com um custo elevado ainda não quantificado, que poderá ser financiado através de concessão a privados, com a Câmara a pagar uma renda anual. Segundo o autarca, este investimento não terá apoio europeu, sendo necessário encontrar alternativas de financiamento.

O município pretende ainda a construção de um pavilhão multiusos, mas devido à escassez de verbas, a ideia ficará para um momento futuro.