Na noite desta sexta-feira, António José Seguro, eleito Presidente da República com 66,8% dos votos, dirigiu-se primeiro às pessoas afetadas pelas recentes tempestades em Portugal, garantindo que não as esquecerá nem abandonará e prometendo visitar as zonas atingidas para verificar se os apoios chegam efetivamente.
“Uma primeira palavra de condolências para as vítimas da catástrofe, para as suas famílias, e de solidariedade para com quem perdeu casa ou empresa e para quem ainda não consegue retomar a vida normal. Não vos esquecerei e não vos abandonarei.”
O Presidente eleito afirmou que André Ventura deixou de ser seu adversário, reforçando a ideia de unidade nacional:
“Todos merecem o meu respeito e como futuro Presidente da República deixámos hoje de ser adversários; juntos trabalharemos por um Portugal mais desenvolvido e justo.”
Compromisso com todos os portugueses
Seguro sublinhou repetidamente que será o Presidente de todos, todos, todos, incluindo quem votou nele, noutros candidatos ou optou por não votar.
- Garantiu cooperação institucional com o governo e respeito por todos os partidos, sem assumir função de oposição ou contrapoder.
- Destacou que a sua independência é garantida pela liberdade do mandato e pela extinção da maioria que o elegeu.
- Reafirmou que a estabilidade é para garantir governabilidade e melhorar Portugal, mas não para manter tudo igual, apelando a reformas necessárias durante os próximos três anos da legislatura.
“Serei impulsionador de mudança, para um compromisso de soluções focadas na melhoria de vida dos portugueses.”
Mensagem pessoal e valores
No auditório das Caldas da Rainha, sua terra natal, Seguro reforçou a ideia de proximidade e autenticidade:
- Lembrou-se da sua origem em uma pequena vila, família simples e valores como a honestidade.
- Reforçou que continuará a ser o mesmo de sempre, um Presidente próximo das pessoas e da realidade do país:
“Portugal e as pessoas merecem mais e melhor. Eu sou o mesmo de sempre, sou ‘um de nós’.”
Por fim, destacou que a solidariedade não substitui a responsabilidade do Estado, valorizando o esforço coletivo da população mas sublinhando o papel da Presidência na garantia de respostas efetivas.


































