Antigo líder socialista ultrapassa os três milhões de votos e junta-se a um restrito grupo de chefes de Estado na democracia portuguesa
António José Seguro foi hoje eleito Presidente da República, tornando-se o sexto chefe de Estado da democracia portuguesa, num resultado histórico que o coloca entre os Presidentes mais votados desde 1976.
Na segunda volta das eleições presidenciais de 2026, o antigo secretário-geral do Partido Socialista ultrapassou a barreira dos três milhões de votos, um feito alcançado até hoje apenas por António Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio.
Resultados expressivos na segunda volta
Com ainda 42 freguesias e nove consulados por apurar, os dados divulgados pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna indicavam que mais de 3,3 milhões de eleitores votaram em António José Seguro.
O candidato derrotado, André Ventura, reuniu mais de 1,6 milhões de votos, num sufrágio marcado por uma abstenção próxima dos 50%, entre os mais de 11 milhões de eleitores inscritos.
Um feito raro na história eleitoral
Desde o início da democracia, apenas quatro eleições presidenciais resultaram na eleição de um Presidente com mais de três milhões de votos:
- Mário Soares, em 1986 e 1991 (sendo esta última a maior vitória de sempre);
- António Ramalho Eanes, em 1980;
- Jorge Sampaio, em 1996.
Mário Soares mantém o recorde absoluto, ao ter sido reeleito em 1991 com 3.459.521 votos, correspondentes a 70,35%, a maior percentagem alguma vez registada numa eleição presidencial em Portugal.
Eleições presidenciais desde 1976
Estas foram as 11.as eleições presidenciais realizadas em democracia. O atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, termina o seu mandato em março de 2026.
Desde 1976, Portugal teve os seguintes Presidentes da República:
- António Ramalho Eanes (1976–1986)
- Mário Soares (1986–1996)
- Jorge Sampaio (1996–2006)
- Aníbal Cavaco Silva (2006–2016)
- Marcelo Rebelo de Sousa (2016–2026)
- António José Seguro (2026– )


































