Autarquia esclarece situação após denúncia da CDU
A Câmara Municipal de Vila Verde afirma estar “impedida” de realizar “qualquer intervenção” na Central de Camionagem, na sequência de uma ação judicial interposta pela lojista onde teve origem o incêndio ocorrido em março do ano passado.
O esclarecimento surge depois de a CDU – Coligação Democrática Unitária ter denunciado, durante uma visita ao local, o “estado de degradação e abandono” daquela infraestrutura.
Em comunicado, o Município refere que, após o incêndio, “interveio para minimizar estragos e reparar danos que afetaram áreas públicas do edifício”.
Segundo a autarquia, “todas as peritagens apontam para que o incêndio tenha ocorrido no interior de uma das lojas arrendadas, tendo-se confirmado a regularidade do sistema elétrico central”.
Contudo, acrescenta, devido à ação judicial promovida pela lojista e à consequente providência cautelar para “prova futura”, está vedada qualquer intervenção na zona diretamente afetada pelo incêndio.
“Por essa mesma razão, mantém-se ‘o cheiro a queimado’ e a ‘sujidade de fuligem’, assim como equipamentos danificados no interior das lojas afetadas”, pode ler-se na nota.
A zona atingida encontra-se atualmente vedada, mas a Câmara garante que foram asseguradas todas as condições de segurança para manter a operacionalidade da Central de Camionagem e a utilização das áreas públicas e de circulação por utentes e trabalhadores.
A autarquia assegura ainda que o edifício continuará a ser monitorizado pelos serviços municipais de limpeza e manutenção e que, “logo que seja possível do ponto de vista judicial e jurídico” — isto é, após a realização da peritagem solicitada —, avançará com a intervenção necessária para restaurar e requalificar a infraestrutura, dotando-a de “condições mais modernas e funcionais”.
































