Os Bombeiros Voluntários de Cabeceiras de Basto manifestaram-se contra a decisão da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto de autorizar a utilização do parque de estacionamento exterior ao quartel para instalação de bancas da feira semanal.
Em comunicado, a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários Cabeceirenses explica que há décadas utiliza o parque, situado em frente ao quartel e integrado no Campo do Seco, como espaço operacional de apoio às viaturas, permitindo a saída rápida em situações de emergência.
Segundo a corporação, apesar de o terreno pertencer ao município, na requalificação realizada em 2019 o espaço foi sinalizado e fisicamente delimitado para apoio e uso exclusivo das viaturas operacionais dos bombeiros.
“Risco para a vida das pessoas”
A associação refere que tomou conhecimento, a 23 de fevereiro, em sessão pública promovida pelo município, da intenção de ocupar o parque com bancas da feira semanal, que se realiza às segundas-feiras, entre as 07:30 e as 17:00.
Para o presidente da direção, Vítor Carvalho, o impacto operacional da decisão “compromete seriamente a capacidade de resposta dos bombeiros, colocando em causa a vida das pessoas”. O responsável classifica a situação como de “elevada gravidade e com impacto direto na segurança e celeridade do socorro à população”.
A associação alerta ainda que qualquer atraso no socorro que venha a ocorrer será da exclusiva responsabilidade do executivo municipal.
Autarquia garante que socorro não está em causa
Em resposta, o presidente da câmara, Manuel Teixeira (PSD/CDS-PP), afirma que a decisão resulta da reorganização da feira semanal, justificando que a medida visa combater a dispersão de feirantes e reforçar a atratividade do mercado, num contexto de redução do número de vendedores.
O autarca sublinha que a deslocalização do estacionamento das viaturas dos bombeiros se aplica apenas nas manhãs dos dias de feira, estando os lugares habituais disponíveis nos restantes dias e horários.
Manuel Teixeira garante que o socorro às populações é “prioridade absoluta” e assegura que, sempre que necessário, a GNR e a Polícia Municipal poderão regular ou condicionar pontualmente o trânsito para permitir a saída imediata das viaturas operacionais.
“Se fosse identificado qualquer constrangimento real no terreno, o município corrigiria de imediato”, conclui o autarca.
































