O Câmara Municipal de Braga vai discutir e votar, na próxima quarta-feira, a abertura do procedimento para classificar o Coreto da Avenida Central como monumento de interesse municipal, numa proposta que pretende reforçar a proteção de um dos elementos mais emblemáticos do património da cidade.
O coreto, considerado o mais antigo de Braga, foi construído em 1868 como “pavilhão acústico” no antigo Passeio Público do Campo de Sant’Ana, atual Avenida Central.
O projeto foi desenvolvido pelo engenheiro municipal Joaquim Pereira da Cruz. A estrutura metálica foi produzida pela Fundição do Ouro, enquanto a obra de cantaria ficou a cargo do mestre pedreiro Francisco Alves.
Segundo o documento que será analisado pelo executivo municipal, este coreto constitui um dos exemplares mais antigos do género existentes em Portugal, sendo considerado um testemunho relevante do património arquitetónico e cultural nacional.
A proposta sublinha que o monumento possui valor histórico, cultural e arquitetónico, justificando a sua classificação como forma de garantir a proteção, valorização e preservação deste património singular da cidade de Braga.
Caso o procedimento avance, a decisão terá ainda de ser comunicada ao Património Cultural, I.P. para emissão de parecer, nos termos da legislação em vigor, nomeadamente da Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro, conjugada com o Decreto-Lei n.º 309/2009, de 23 de outubro.
A eventual classificação permitirá reforçar a salvaguarda deste espaço histórico, considerado um símbolo da memória urbana e cultural de Braga.































