O presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho, Filipe de Oliveira, o vice-presidente Pedro Pires e o presidente da Assembleia Municipal, Lobo Gonçalves, reuniram-se no passado domingo, em Ruivães, com o cineasta Rodrigo Areias para conhecer um projeto cultural que pretende transformar a Quinta da Cruz num espaço de residências artísticas internacionais.
A iniciativa prevê a criação do CANA – Centro de Arte e Natureza do Ave, uma estrutura dedicada à criação artística contemporânea em contacto com a natureza, com especial enfoque no cinema, mas também nas artes performativas e ofícios artísticos.
Um espaço para criar em contacto com a natureza
O projeto pretende afirmar-se como um centro cultural de base territorial, incentivando o diálogo entre arte e natureza e promovendo práticas criativas sustentáveis ligadas ao território.
Entre as infraestruturas previstas destacam-se:
- 10 quartos para acolhimento de artistas em residência
- Espaços de trabalho e salas de reunião
- Áreas de convívio e trabalho de mesa
- Espaços dedicados ao cinema e pós-produção
- Estúdio de som e salas de ensaio
- Oficina de cenografia
- Espaços destinados a ofícios das artes visuais
Projeto promovido pela Olho de Vidro
A entidade promotora é a Olho de Vidro – Associação Artística e Cultural, uma associação sem fins lucrativos dedicada à promoção da atividade artística, com especial foco na produção cinematográfica.
No âmbito do desenvolvimento do projeto, a associação já assinou um protocolo com a Comunidade Intermunicipal do Ave, reconhecendo a relevância regional da iniciativa. O projeto envolve também a União de Freguesias de Ruivães e Campos e prevê uma forte ligação à comunidade local.
Candidatura a financiamento regional
Foi ainda solicitado parecer à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte no âmbito do aviso NORTE2030-2025-16, integrado no programa NORTE 2030, que poderá apoiar a concretização do projeto.
Potencial para dinamizar o território
A criação do CANA – Centro de Arte e Natureza do Ave poderá representar uma oportunidade estratégica para o desenvolvimento cultural, social e económico de Vieira do Minho, contribuindo para:
- atrair artistas e investigadores nacionais e internacionais;
- promover novas dinâmicas culturais e educativas;
- valorizar paisagem, memória e tradições locais;
- afirmar a região como polo de inovação cultural.
Ao unir arte, natureza e comunidade, o projeto pretende reforçar a identidade cultural do território e projetar Ruivães a nível regional, nacional e internacional.
































