O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Pimenta Machado, defendeu em Guimarães a necessidade de enquadrar legalmente a profissão de guarda-rios, acompanhando o crescimento de iniciativas municipais nesta área.
Durante o 3.º Encontro Nacional de Guarda-rios, o responsável destacou que esta é uma figura “muito querida dos portugueses” e que deve ser recuperada, mas adaptada aos desafios atuais. A APA deverá mesmo apresentar uma proposta nesse sentido.
Papel mais amplo e preventivo
Segundo Pimenta Machado, os guarda-rios não devem limitar-se à fiscalização, mas assumir também um papel pedagógico junto das comunidades e das atividades económicas, apostando sobretudo na prevenção.
Governo promete avanços
Presente no evento, o secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, revelou que o Governo está a trabalhar numa revisão das carreiras ligadas à vigilância da natureza, incluindo guardas-florestais e guarda-rios.
O governante destacou ainda o programa Pró-Rios, que prevê um investimento superior a 180 milhões de euros até 2030 para o restauro ecológico de rios e ribeiras em todo o país.
Exemplo de Guimarães
O encontro contou também com a participação da empresa municipal Vitrus Ambiente, cujo presidente, Alexandre Barros da Cunha, revelou que o concelho dispõe de cerca de 100 quilómetros de linhas de água monitorizadas regularmente.
Através do trabalho dos guarda-rios, têm sido identificados pontos críticos como descargas ilegais ou zonas de maior pressão ambiental, contribuindo para uma gestão mais eficaz e sustentável dos recursos hídricos.
































