
I Jornadas de Deontologia da Ordem dos Advogados reuniram especialistas para refletir sobre desafios atuais, incluindo a inteligência artificial
Braga recebeu as I Jornadas de Deontologia da Ordem dos Advogados, um encontro que juntou cerca de 120 participantes, entre advogados, magistrados e outros profissionais do setor jurídico, no Vila Galé Collection Braga.
Ao longo das sessões, ficou uma ideia central: a ética continua a ser o alicerce da advocacia, num contexto cada vez mais exigente e em transformação.
Ética como base da confiança
O bastonário João Massano e outros intervenientes destacaram que a deontologia vai além de regras formais, sendo essencial para garantir a independência da profissão e a confiança dos cidadãos.
Na mesma linha, Jorge Barros Mendes, presidente do Conselho Regional do Porto, sublinhou que “a deontologia não é o que fazemos quando estamos a ser observados, mas aquilo que nos orienta quando ninguém está a ver”.
Já Jorge Paredes Abreu, presidente da delegação local, reforçou a responsabilidade dos profissionais: “Se queremos ser respeitados, temos que saber dar ao respeito”.
Inteligência artificial em debate
Um dos temas centrais das jornadas foi o impacto da tecnologia na advocacia, com destaque para a inteligência artificial. Isa Meireles alertou para a necessidade de preservar a dimensão humana da profissão:
“O futuro da advocacia não é apenas digital. O Direito pode passar por aí, mas a advocacia deve manter-se ética, humana e responsável.”
A discussão gerou forte participação e reflexão entre os presentes, evidenciando os desafios e limites da aplicação da tecnologia no exercício jurídico.
Braga afirma-se como palco de reflexão jurídica
O evento contou ainda com a presença de várias entidades institucionais, incluindo representantes da Universidade do Minho e do Tribunal Eclesiástico de Braga, reforçando o caráter transversal da iniciativa.
Para Eugénia Soares, o encontro demonstrou uma classe “atenta, participativa e consciente do seu papel”, sublinhando que Braga se afirma cada vez mais como um espaço privilegiado para o debate jurídico.
Entre momentos de partilha e discussão, ficou clara a necessidade de conciliar tradição e inovação, garantindo que a advocacia continue a assentar em valores éticos sólidos, mesmo perante os desafios do futuro.































