Braga debate o futuro da advocacia: ética continua a ser pilar essencial

Maria José Castro Lopes (vice presidente dado Conselho de Deontologia do Porto), Carlos Gomes Faria (Presidente Conselho Deontologia do Porto), Bastonário, Jorge Massano e Luís Alberto Domingues (vogal Conselho Deontologia do Porto). Foto: Luís Moreira

I Jornadas de Deontologia da Ordem dos Advogados reuniram especialistas para refletir sobre desafios atuais, incluindo a inteligência artificial

Braga recebeu as I Jornadas de Deontologia da Ordem dos Advogados, um encontro que juntou cerca de 120 participantes, entre advogados, magistrados e outros profissionais do setor jurídico, no Vila Galé Collection Braga.

Ao longo das sessões, ficou uma ideia central: a ética continua a ser o alicerce da advocacia, num contexto cada vez mais exigente e em transformação.

Ética como base da confiança

O bastonário João Massano e outros intervenientes destacaram que a deontologia vai além de regras formais, sendo essencial para garantir a independência da profissão e a confiança dos cidadãos.

Na mesma linha, Jorge Barros Mendes, presidente do Conselho Regional do Porto, sublinhou que “a deontologia não é o que fazemos quando estamos a ser observados, mas aquilo que nos orienta quando ninguém está a ver”.

Já Jorge Paredes Abreu, presidente da delegação local, reforçou a responsabilidade dos profissionais: “Se queremos ser respeitados, temos que saber dar ao respeito”.

Inteligência artificial em debate

Um dos temas centrais das jornadas foi o impacto da tecnologia na advocacia, com destaque para a inteligência artificial. Isa Meireles alertou para a necessidade de preservar a dimensão humana da profissão:

“O futuro da advocacia não é apenas digital. O Direito pode passar por aí, mas a advocacia deve manter-se ética, humana e responsável.”

A discussão gerou forte participação e reflexão entre os presentes, evidenciando os desafios e limites da aplicação da tecnologia no exercício jurídico.

Braga afirma-se como palco de reflexão jurídica

O evento contou ainda com a presença de várias entidades institucionais, incluindo representantes da Universidade do Minho e do Tribunal Eclesiástico de Braga, reforçando o caráter transversal da iniciativa.

Para Eugénia Soares, o encontro demonstrou uma classe “atenta, participativa e consciente do seu papel”, sublinhando que Braga se afirma cada vez mais como um espaço privilegiado para o debate jurídico.

Entre momentos de partilha e discussão, ficou clara a necessidade de conciliar tradição e inovação, garantindo que a advocacia continue a assentar em valores éticos sólidos, mesmo perante os desafios do futuro.

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