Os vereadores do movimento Amar e Servir Braga recomendaram ao executivo municipal de Braga que promova o regresso dos vigilantes escolares nas escolas do concelho, considerando tratar-se de uma necessidade amplamente reconhecida pelos diretores dos agrupamentos.
Durante a reunião do executivo, o líder do movimento, Ricardo Silva, apelou a uma intervenção ativa da autarquia junto do Ministério da Educação, admitindo também a possibilidade de o município assumir essa competência. O autarca destacou ainda que o facto de o atual ministro da Educação acumular funções como presidente da Assembleia Municipal de Braga poderá facilitar a resolução do problema.
A proposta surge num contexto em que, segundo Ricardo Silva, a questão “está mais do que adormecida”, apesar de existir consenso entre os responsáveis escolares quanto à importância desta função.
Em resposta, o presidente da Câmara Municipal, João Rodrigues, afirmou que o tema está a ser analisado, sublinhando, no entanto, a necessidade de avaliar o impacto financeiro da medida. O autarca lembrou ainda que as escolas do concelho apresentam atualmente um rácio de funcionários superior ao exigido por lei, o que levanta a questão de saber se a vigilância deve ser assegurada por esses profissionais ou por vigilantes dedicados.
O debate ganha particular relevância face ao aumento da perceção de insegurança em meio escolar. Num artigo de opinião, João Andrade defendeu que o vigilante escolar é uma “figura discreta, mas absolutamente determinante”, alertando que o desaparecimento desta função coincidiu com o crescimento de episódios de violência, bullying e conflitos nas escolas.
Segundo o responsável, embora algumas instituições tentem colmatar a ausência com funcionários destacados, a falta de formação específica limita a eficácia dessa solução, reforçando a necessidade de profissionais preparados para atuar na prevenção e gestão de situações de risco.































