Projeto 5G.CONNECT, liderado por empresa bracarense, promete combater a desertificação e atrair investimento aos territórios de baixa densidade
A região do Douro está prestes a dar um salto tecnológico. O projeto europeu 5G.CONNECT, a ser implementado no Norte pela dstelecom, sediada em Braga, vai levar conectividade 5G de última geração a zonas rurais do interior, com aplicações práticas na agricultura, proteção civil, turismo e ação climática.
A iniciativa foi apresentada numa reunião da Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM), em Alijó, que contou com a presença do ministro das Infraestruturas. Para o presidente da CIM Douro, João Gonçalves, o 5G.CONNECT representa “uma ferramenta concreta para reduzir desigualdades”.
“Não é apenas tecnologia, não é apenas infraestrutura. Ao trazer conectividade de última geração ao Douro, estamos a criar condições para fixar população, atrair investimento, modernizar atividades económicas e melhorar a qualidade de vida das nossas comunidades”, afirmou.
Um Projeto para Coesão Territorial
O 5G.CONNECT – acrónimo de “Connecting Underserved Regions for a Smarter, Sustainable and Safer Tomorrow” – pretende abranger regiões de baixa densidade do Norte do país, apoiando-se em redes móveis multioperador.
O projeto abrange os territórios do Douro, Terras de Trás-os-Montes, Alto Tâmega e Barroso e Tâmega e Sousa, bem como a Via Navegável do Douro, gerida pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL).
Cofinanciado pelo mecanismo Interligar a Europa – CEF Digital, o 5G.CONNECT integra várias entidades públicas e privadas e tem a CIM Douro, que representa 19 municípios, como representante do setor público no consórcio.
Inovação como Resposta à Desertificação
João Gonçalves sublinhou que o projeto posiciona o Douro “não como um território periférico, mas como um território central na inovação”, capaz de testar soluções e liderar novas abordagens ao desenvolvimento sustentável.
“Conectividade é hoje um fator decisivo para a coesão territorial. Com o 5G.CONNECT, estamos a criar condições para fixar pessoas, atrair investimento e modernizar os nossos municípios”, referiu.
O autarca, que também preside à Câmara de Carrazeda de Ansiães, destacou que a desertificação “não é uma abstração, mas uma realidade que se traduz em distância, em isolamento e em falta de acesso a serviços e oportunidades essenciais”.
Um Passo Decisivo para o Futuro da Região
Com a implementação prevista para 2026, o projeto é liderado pela dstelecom, do grupo bracarense DST, responsável pela infraestrutura neutra e partilhada de conectividade móvel, tendo a NOS como operadora do serviço 5G.
“Com este projeto, damos um passo decisivo para garantir que o Douro continua a ser um território vivido, competitivo e, acima de tudo, onde vale a pena ficar. E também um território que sabe acolher quem chega. Fixar população e atrair visitantes são duas faces da mesma ambição: dar futuro ao Douro”, concluiu João Gonçalves.
































