Subida dos cachês dificulta construção do cartaz e obriga organização a equilibrar contas após prejuízo em 2025
O presidente da Associação Académica da Universidade do Minho, Luís Guedes, alertou para a crescente dificuldade em montar o cartaz do Enterro da Gata, devido ao aumento acentuado dos valores cobrados por artistas e bandas, que classificou como “quase sem escrúpulos”.
Em declarações à Rádio Universitária do Minho, o dirigente estudantil sublinhou que esta escalada de preços representa um dos principais desafios na organização das Monumentais Festas, colocando pressão sobre um orçamento global que ronda 1 milhão de euros.
Só na contratação de artistas, a AAUMinho prevê gastar cerca de 234 mil euros, aos quais se somam mais 174.500 euros destinados à produtora. A estes valores acrescem outras despesas significativas, como 136 mil euros para segurança e policiamento e cerca de 75 mil euros em transportes, assegurando a ligação entre os campi de Gualtar e Azurém e o Forum Braga.
O objetivo para 2026 passa por inverter o prejuízo superior a 18 mil euros registado na edição anterior, procurando um regresso aos lucros já alcançados em anos anteriores, como em 2022. Segundo Luís Guedes, esse equilíbrio financeiro será essencial para permitir novos investimentos estruturais na academia.
Apesar das dificuldades, a organização mantém o evento no Forum Braga, apostando novamente em palco interior e exterior, e promete novidades para a edição deste ano. A construção do cartaz continua em curso, sendo que já foram anunciados alguns nomes, entre os quais Quim Barreiros.
As Monumentais Festas do Enterro da Gata estão marcadas para decorrer entre 8 e 15 de maio, sendo já possível adquirir bilhetes individuais. Quanto às pulseiras gerais, exclusivas para estudantes da Universidade do Minho, os preços ainda não foram divulgados.
Num contexto de custos crescentes e maior exigência na produção, a AAUMinho procura agora garantir um equilíbrio entre qualidade do cartaz e sustentabilidade financeira, numa das maiores festas académicas do país.































