Clube espanhol denuncia condições “perigosas e inseguras” para adeptos, enquanto SC Braga rejeita críticas e aponta atrasos e irregularidades dos visitantes
O Real Bétis apresentou uma queixa formal à UEFA após os incidentes registados na entrada dos seus adeptos no Estádio Municipal de Braga, antes do jogo da primeira mão dos quartos de final da Liga Europa, que terminou empatado 1-1.
Em comunicado, o clube andaluz critica duramente a operação de segurança, considerando-a “claramente insuficiente” para gerir a entrada de mais de 1.700 adeptos visitantes. Segundo o Bétis, a situação gerou momentos de perigo, com muitos adeptos a entrarem no estádio apenas depois do minuto 25 da partida, após longos períodos de espera em condições que classificam como “deploráveis”.
O emblema espanhol revelou ainda que apresentou protestos durante o encontro aos responsáveis da UEFA presentes no estádio, garantindo que foram reconhecidas falhas na organização. Entre as principais críticas está o atraso no transporte dos adeptos para o recinto, que terá provocado congestionamentos e dificuldades no controlo de acessos.
Em resposta, o SC Braga rejeitou responsabilidades diretas pelas falhas apontadas e apresentou uma versão distinta dos acontecimentos. O clube minhoto afirma que o atraso na saída do ponto de encontro — definido pelas autoridades e pelo próprio Bétis — esteve na origem dos constrangimentos, assegurando que os acessos ao setor visitante estavam abertos e preparados para receber o fluxo previsto.
Os bracarenses acrescentam que foram detetados artefactos pirotécnicos durante as revistas de segurança, o que obrigou a procedimentos mais demorados. Além disso, referem que vários adeptos apresentaram bilhetes que não correspondiam à sua identificação, situação que também contribuiu para atrasos nas entradas.
O SC Braga garante ainda que todos os adeptos visitantes entraram no estádio até aos 15 minutos de jogo e denuncia danos em infraestruturas, atribuídos a adeptos do Bétis.
- A saída do Campo da Vinha, Meeting Point definido pela Polícia de Segurança Pública (PSP) e pelo Real Betis, em direção ao Estádio Municipal de Braga foi feita com atraso o que, consequentemente, resultou numa chegada ao destino depois da hora indicativa;
- Todos os acessos ao sector visitante estavam previamente abertos e com total capacidade para dar conta do fluxo de pessoas previsto;
- Nos primeiros controlos de segurança efectuados no local, foram detectados artefactos pirotécnicos, o que obviamente atrasou acessos e motivou revistas mais cuidadas por parte das forças de segurança pública presentes;
- Paralelamente a isto, foram detectados vários bilhetes na posse de adeptos visitantes, comprados em plataformas digitais, que não correspondiam ao nome do portador. Alguns foram identificados, enquanto outros foram impedidos de entrar no recinto;
- Refira-se que todos os adeptos visitantes entraram no Estádio Municipal de Braga até aos 15 minutos de jogo;
- Além de tudo isto, verificaram-se vários disturbios nas instalações do SC Braga, nomeadamente casas de banho e sectores de acesso à bancada, os quais foram efectuados pelos adeptos do Real Betis;
- O SC Braga passou todas estas informações à UEFA e está totalmente disponível para esclarecimentos adicionais que sejam necessários.”
O caso segue agora para análise da UEFA, numa altura em que as duas equipas se preparam para discutir a eliminatória na segunda mão, marcada para 16 de abril, em Sevilha.































