Unidade Local de Saúde abre 30 camas adicionais, reforça o processo de altas clínicas e intensifica a vigilância dos grupos mais vulneráveis face ao aumento da procura pelo Serviço de Urgência.
O Hospital de Braga ativou o nível 2 do Plano de Contingência devido às elevadas temperaturas que se fazem sentir nos últimos dias e ao aumento da afluência ao Serviço de Urgência, reforçando a capacidade de resposta da unidade hospitalar.
A medida entrou em vigor na noite de quarta-feira e prevê um conjunto de ações destinadas a garantir o normal funcionamento dos serviços e a assegurar assistência aos doentes durante o período de calor extremo.
Hospital já abriu 30 camas de contingência
Segundo a diretora clínica da Unidade Local de Saúde de Braga, Aldara Braga, já foram disponibilizadas, pelo menos, 30 camas de contingência para responder ao aumento da procura por cuidados hospitalares.
Em simultâneo, foi reforçado o serviço responsável pelas altas clínicas, permitindo acelerar a saída de doentes que já reúnem condições para regressar a casa e libertar camas para novos internamentos.
A responsável explica que esta medida pretende melhorar o fluxo de entrada e saída de doentes, reduzindo tempos de espera e aumentando a capacidade de resposta do hospital.
Maior vigilância sobre os grupos de risco
A ativação do nível 2 do plano implica igualmente um reforço da monitorização dos grupos considerados mais vulneráveis aos efeitos das altas temperaturas.
Entre eles encontram-se os idosos, crianças, grávidas, pessoas com doenças crónicas e outros doentes cuja condição clínica pode agravar-se durante períodos de calor intenso.
De acordo com Aldara Braga, o hospital tem registado um aumento da procura por cuidados de saúde desde a última semana, mantendo uma avaliação permanente da evolução da situação.
Apesar desse crescimento da afluência, a diretora clínica assegura que, até ao momento, não foi necessário reduzir qualquer atividade assistencial da unidade hospitalar.
O plano de contingência permanecerá ativo enquanto as condições meteorológicas e a pressão sobre os serviços o justificarem.
DGS reforça recomendações aos municípios
Entretanto, a Direção-Geral da Saúde (DGS) emitiu novas recomendações dirigidas aos municípios, apelando ao reforço das medidas de proteção das populações durante este período de temperaturas excecionalmente elevadas.
A autoridade de saúde recorda que os municípios desempenham um papel essencial na prevenção e na resposta aos efeitos das ondas de calor, sobretudo junto das pessoas mais vulneráveis.
Entre os grupos identificados pela DGS encontram-se pessoas com mais de 65 anos, crianças com menos de cinco anos, grávidas, doentes crónicos, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, cidadãos em situação de sem-abrigo, pessoas que vivem isoladas, trabalhadores expostos ao calor e utentes de instituições.
Governo declara situação de alerta
Face às previsões meteorológicas para os próximos dias, o Governo declarou situação de alerta em todo o território continental até segunda-feira.
Além do reforço dos dispositivos de proteção civil, foram também aprovadas medidas excecionais destinadas a reduzir o risco de incêndios rurais, incluindo restrições à utilização de maquinaria em determinadas atividades agrícolas durante o período de maior perigo.
As autoridades continuam a recomendar à população que evite a exposição prolongada ao sol nas horas de maior calor, mantenha uma hidratação adequada e esteja particularmente atenta às pessoas mais vulneráveis aos efeitos das temperaturas extremas.






























