Vilar de Mouros arranca na terça-feira com Youngblud e estreia formato de cinco dias

Festival mais antigo do país apresenta cartaz diversificado, com Kasabian, Ben Harper, Body Count, The Hives e Dropkick Murphys

O Festival Vilar de Mouros, em Caminha, arranca na próxima terça-feira, 18 de agosto, com Youngblud como cabeça de cartaz e, pela primeira vez, prolonga-se por cinco dias de concertos.

A decisão de acrescentar uma quinta jornada está diretamente relacionada com a disponibilidade do artista britânico, que apenas tinha essa data livre na sua apertada agenda de festivais europeus. Para Paulo Ventura, diretor do festival, a presença de Youngblud está já a refletir-se na procura de bilhetes e na capacidade de atrair um público mais jovem.

“Queríamos muito ter o Youngblud”, explicou o responsável à Lusa, considerando que o artista pode contribuir para trazer “mais público” e “mais dinâmica” ao festival.

Um festival entre a história e a nova geração

Apesar de ser conhecido pelo peso histórico de algumas das bandas que passaram pelo recinto, Vilar de Mouros não quer ficar associado apenas à nostalgia.

Paulo Ventura sublinha que o festival procura reunir artistas que fizeram história, músicos influenciados por essas gerações e nomes mais recentes que estão agora a construir o seu próprio percurso.

É nesse cruzamento entre gerações que surge Youngblud, artista com forte implantação junto do público mais jovem, mas que tem vindo a aproximar-se do rock e a conquistar também espectadores de outras faixas etárias.

No primeiro dia, além de Youngblud, o cartaz inclui ainda President, banda britânica de metalcore que tem despertado curiosidade pelo anonimato dos seus elementos, e Cabaret Voltaire, cuja passagem por Portugal poderá ser uma das últimas.

Dropkick Murphys e The Hives no segundo dia

Na quarta-feira, 19 de agosto, os norte-americanos Dropkick Murphys assumem o protagonismo. A banda regressa a Vilar de Mouros 12 anos depois das anteriores passagens pelo festival, desta vez como cabeça de cartaz.

O dia conta também com Fishbone, The Hives, Ugly Kid Joe, Less Than Jake e Grade 2, numa programação marcada pelo punk, garage e rock.

Kasabian lidera noite britânica

O terceiro dia, 20 de agosto, será dominado por nomes britânicos, com os Kasabian como cabeças de cartaz.

A banda formada em 1997 divide o alinhamento com os Kula Shaker, que nunca atuaram em Portugal, os Kaiser Chiefs e os The Lathums.

Ben Harper celebra 25 anos de Vilar de Mouros

Na sexta-feira, 21 de agosto, o destaque vai para Ben Harper, que regressa ao festival para assinalar os 25 anos da sua primeira atuação em Vilar de Mouros.

O músico deverá subir ao palco por volta das 22:00, num dos momentos mais simbólicos desta edição.

O quarto dia conta ainda com os islandeses Kaleo, os norte-americanos War, os belgas Triggerfinger, Sydney Ross Mitchell e Monstro.

Body Count fecha o festival

A edição termina no sábado, 22 de agosto, com os Body Count, liderados por Ice-T, como principal atração.

Antes, atuam Rudeboy, Mark Ramone, Travo e António Barge, vencedor do concurso de bandas e fundador de Vilar de Mouros em 1971.

Organização espera superar os 50 mil espectadores

O festival recebeu cerca de 50 mil pessoas em 2025 e a organização espera ultrapassar esse número este ano.

Para Paulo Ventura, o cartaz permite praticamente falar em “cinco festivais dentro de um festival”, com propostas distintas ao longo dos cinco dias.

As portas abrem às 15:00 e os primeiros concertos estão previstos para cerca das 17:00.

Com um programa que cruza rock, punk, metal, garage, música alternativa e novas tendências, Vilar de Mouros prepara-se para mais uma edição que pretende juntar história, presente e futuro da música.

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