“Woodstock à portuguesa” regressa esta terça-feira com YUNGBLUD como cabeça de cartaz e um programa que reúne nomes como Dropkick Murphys, Kasabian, Ben Harper, Kaleo e Body Count
O Festival CA Vilar de Mouros arranca esta terça-feira, 18 de agosto, para uma edição inédita de cinco dias de concertos, prolongando-se até sábado, 22 de agosto.
Conhecido como o “Woodstock à portuguesa”, o festival minhoto prepara-se para receber milhares de pessoas e apresenta este ano um cartaz marcado pela diversidade de estilos e pela presença de alguns dos mais reconhecidos nomes do rock, punk, metal e música alternativa internacional.
A edição deste ano terá uma particularidade: pela primeira vez, o festival decorre durante cinco dias. A decisão surgiu devido à disponibilidade de YUNGBLUD, que apenas tinha esta data livre na sua agenda para atuar em Portugal.
YUNGBLUD abre o festival
O primeiro dia tem como principal destaque o britânico YUNGBLUD, de 29 anos, que assume o estatuto de cabeça de cartaz.
A programação desta terça-feira inclui ainda os ingleses President, uma das apostas destacadas pela organização, e os Cabaret Voltaire, cuja presença poderá representar uma das últimas oportunidades para ver a banda em Portugal.
O primeiro dia promete, assim, uma abertura marcada por sonoridades mais pesadas e alternativas, com o metalcore dos President entre os destaques do alinhamento.
Os concertos começam diariamente pelas 17:00.
Dropkick Murphys regressam 12 anos depois
Na quarta-feira, 19 de agosto, os Dropkick Murphys assumem o protagonismo como cabeças de cartaz.
A banda norte-americana regressa a Vilar de Mouros 12 anos depois da sua última atuação no festival, sendo esta a terceira presença do grupo no histórico recinto minhoto.
O segundo dia conta ainda com os Fishbone, banda que ajudou a criar uma corrente musical própria, e com os suecos The Hives, uma das referências do punk de garagem.
O alinhamento inclui também os norte-americanos Ugly Kid Joe, os Less Than Jake e os Grade 2, garantindo uma noite dominada pelo punk, rock e hard rock.
Kasabian lidera noite dedicada ao Reino Unido
Quinta-feira, 20 de agosto, será dedicada sobretudo à música britânica, com os Kasabian a assumirem o papel de cabeças de cartaz.
O terceiro dia do festival contará ainda com os Kula Shaker, que se estreiam em Portugal, os Kaiser Chiefs, conhecidos pela forte componente performativa dos seus concertos, e os The Lathums.
Será uma noite particularmente marcada pelo rock britânico e por diferentes gerações de bandas provenientes do Reino Unido.
Ben Harper celebra 25 anos da primeira atuação
Na sexta-feira, 21 de agosto, um dos momentos mais simbólicos do festival será protagonizado por Ben Harper, que regressa a Vilar de Mouros acompanhado pelos The Innocent Criminals.
A atuação terá um significado especial: assinala os 25 anos da primeira atuação de Ben Harper no festival, estando o concerto previsto para as 22:00.
Os islandeses Kaleo são os cabeças de cartaz do quarto dia e o alinhamento inclui ainda os norte-americanos War, os belgas Triggerfinger, Sydney Ross Mitchell e os portugueses Monstro.
Body Count fecha cinco dias de concertos
O festival termina no sábado, 22 de agosto, com os Body Count, liderados pelo rapper e ator Ice-T, como principal atração.
O último dia contará também com Rudeboy, Mark Ramone e Travo, num alinhamento que promete encerrar a edição com uma forte componente de rock e música pesada.
Neste último dia será ainda apresentado o vencedor do concurso de bandas António Barge, iniciativa que presta homenagem ao médico que esteve na origem do Festival de Vilar de Mouros, criado em 1971.
Expectativa de superar os 50 mil espectadores
Depois de ter recebido cerca de 50 mil pessoas no ano passado, a organização espera ultrapassar esse número nesta edição.
Os passes de quatro e cinco dias incluem ainda acesso gratuito ao parque de campismo, condicionado à capacidade disponível.
A entrada é gratuita para crianças até aos seis anos, inclusive.
Um festival com mais de seis décadas de história
O Vilar de Mouros ocupa um lugar único na história da música em Portugal.
As suas raízes remontam a 1965, quando o evento tinha inicialmente uma dimensão local. Ao longo dos anos seguintes, foi alargando o seu âmbito à música clássica, ao jazz e ao fado.
A primeira grande edição do festival aconteceu em 1971, com nomes como Elton John, Manfred Mann e Quarteto 1111, contribuindo para projetar Vilar de Mouros muito para além das fronteiras da freguesia.
Em 1982, o festival regressou com um cartaz histórico que incluiu U2, Echo and the Bunnymen, Durutti Column, The Raincoats, A Certain Ratio, Jafumega, GNR, Carlos Paredes e Tom Robinson Band.
A partir de 1996, o evento passou a realizar-se anualmente, embora tenha registado posteriormente um interregno de oito anos, entre 2006 e 2014.
Cinco dias para celebrar a música em Vilar de Mouros
A edição de 2026 promete reforçar o estatuto do festival como um dos mais emblemáticos eventos musicais realizados em Portugal.
Durante cinco dias, o recinto de Vilar de Mouros será palco de dezenas de atuações, reunindo diferentes gerações e estilos musicais num evento que mantém a identidade construída ao longo de décadas.
Organizado pela Surprise & Expectation, com o apoio da Câmara Municipal de Caminha e da Junta de Freguesia de Vilar de Mouros, o festival termina no sábado, depois de cinco dias de concertos e de uma nova celebração da história do mítico “Woodstock à portuguesa”.
































