Empresa de Braga que recuperou histórica marca de café quer faturar 25 milhões de euros

Bramp, instalada no Parque Industrial de Sobreposta, prevê atingir 25 milhões de euros de faturação no próximo ano e produzir cerca de 20 mil máquinas de café Briel por ano

A Bramp, empresa de Braga especializada na produção de componentes plásticos e metálicos para os setores automóvel, eletrónico e elétrico, está a apostar no crescimento e na recuperação de uma das mais emblemáticas marcas portuguesas de máquinas de café.

Com mais de duas décadas de atividade e cerca de 90 trabalhadores, a empresa instalada no Parque Industrial de Sobreposta prevê alcançar 25 milhões de euros de faturação no próximo ano, consolidando uma trajetória de crescimento sustentada na produção industrial e na aposta em novos projetos.

A Bramp exporta atualmente a quase totalidade da sua produção, com os Estados Unidos da América, Canadá e França entre os principais mercados internacionais.

Da indústria automóvel à recuperação da Briel

Além da atividade ligada à produção de componentes industriais, a Bramp assumiu nos últimos anos um projeto particularmente simbólico: a recuperação da Briel, histórica marca portuguesa de máquinas de café expresso.

A empresa recuperou a marca em 2023, depois da falência da anterior proprietária, a Kruder. A Briel foi responsável pela produção da primeira máquina de café expresso fabricada em Portugal, em 1978, tornando-se ao longo das décadas numa referência no setor.

Agora, a Bramp pretende devolver à marca uma posição de destaque no mercado e aumentar progressivamente a sua capacidade de produção.

Objetivo é produzir 20 mil máquinas de café por ano

Constantino Silva, CEO da Bramp, explica que a empresa mantém como principal atividade a produção de componentes destinados à indústria automóvel e a outros setores, com uma forte vocação exportadora.

Em paralelo, a empresa está a desenvolver o projeto Briel, procurando recuperar uma marca com um forte historial na indústria portuguesa.

A ambição passa por atingir uma produção anual de cerca de 20 mil máquinas de café, reforçando a presença da marca no mercado e recuperando o seu posicionamento histórico.

Braga acompanha crescimento da empresa

A evolução da Bramp foi acompanhada de perto pelo presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, durante uma visita às instalações da empresa.

O autarca destacou o percurso da empresa e considerou que a Bramp constitui um exemplo do dinamismo empresarial existente no concelho.

Para João Rodrigues, cabe também ao município reconhecer o trabalho desenvolvido pelas empresas e criar condições para estimular o seu crescimento.

Falta de mão de obra é um dos desafios

Durante a visita às instalações foram ainda abordados alguns dos principais desafios que atualmente afetam o setor industrial e transformador.

Entre os temas discutidos estiveram a competitividade da indústria europeia, a escassez de mão de obra, as dificuldades de recrutamento e a necessidade de reforçar a qualificação dos trabalhadores.

A inovação tecnológica foi igualmente apontada como um fator determinante para a competitividade das empresas e para a capacidade de resposta perante um mercado cada vez mais exigente.

Empresa quer continuar a crescer

João Rodrigues sublinhou a importância de manter um contacto próximo entre o município e o tecido empresarial, considerando essencial conhecer diretamente os desafios enfrentados pelas empresas instaladas no concelho.

O presidente da Câmara de Braga apontou a Bramp como um exemplo de sucesso que deve constituir motivo de orgulho para os bracarenses.

O objetivo, acrescentou, passa por continuar a criar condições para que empresas como a Bramp possam crescer, gerar riqueza e criar emprego, contribuindo para o desenvolvimento económico do concelho e para a melhoria da qualidade de vida da população.

Com a previsão de 25 milhões de euros de faturação e a meta de produzir 20 mil máquinas Briel por ano, a empresa de Sobreposta prepara-se, assim, para uma nova fase de expansão, conjugando a atividade industrial orientada para os mercados internacionais com a recuperação de uma marca histórica da indústria portuguesa.

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