Estudo da AEB estima impacto económico adicional de 11,25 milhões de euros. Organização destaca crescimento da programação cultural e maior participação de artistas locais
A Noite Branca 2026 representou um impacto significativo na economia de Braga e ficou marcada também por uma aposta reforçada na dimensão cultural do evento. O estudo apresentado pela Associação Empresarial de Braga (AEB) aponta para um volume de negócios de 55,48 milhões de euros durante o período analisado, com um acréscimo económico estimado de 11,25 milhões de euros face ao movimento habitual da cidade.
Os resultados foram apresentados esta quinta-feira na AEB, numa sessão conduzida por Rui Marques, diretor-geral da associação, e que contou com a intervenção de Daniel Vilaça, presidente da AEB, e de Nuno Gouveia, administrador executivo da Faz Cultura – Empresa Municipal de Cultura de Braga e representante do Município na organização da Noite Branca.
Para Nuno Gouveia, a edição deste ano representou um “salto qualitativo”, sobretudo pela diversificação da programação e pela maior articulação entre os equipamentos municipais e os agentes culturais da cidade.
“Mais do que os números, que são evidentemente muito importantes, importa realçar o reforço da dimensão cultural da Noite Branca: os equipamentos culturais, os artistas locais e as estruturas da cidade a trabalharem em conjunto”, destacou o responsável.
Mais cultura para além dos grandes concertos
A edição de 2026 procurou manter o carácter popular que transformou a Noite Branca num dos maiores eventos de Braga, mas alargou a programação para além dos principais palcos e concertos.
Equipamentos e espaços culturais como o MUZEU – Pensamento e Arte Contemporânea, gnration, Theatro Circo, Museu dos Biscainhos, Museu D. Diogo de Sousa, FORUM Braga e Palácio do Raio integraram a programação, contribuindo para uma oferta mais diversificada.
A reabertura do Museu da Imagem foi um dos momentos de destaque da edição, a par de iniciativas ligadas ao cinema, jazz, performances, videomapping e espetáculos de drones.
A estratégia procurou, assim, levar os visitantes a diferentes espaços da cidade e criar novas formas de viver a Noite Branca para além da concentração habitual nas zonas dos grandes concertos.
55,48 milhões de euros em volume de negócios
O estudo da AEB foi elaborado com base nos pagamentos eletrónicos processados pela rede SIBS entre 31 de agosto e 6 de setembro, permitindo avaliar o movimento económico associado ao evento.
De acordo com os dados apresentados, a Noite Branca gerou 55,48 milhões de euros em volume de negócios, correspondendo a um acréscimo económico estimado de 11,25 milhões de euros quando comparado com os períodos regulares do ano.
O impacto não ficou limitado aos três dias principais da iniciativa, tendo o consumo associado ao evento prolongado os seus efeitos para outros dias.
Domingo também ganhou peso
A organização destaca ainda a importância da programação de domingo, que terá contribuído para levar mais pessoas ao centro histórico e para reforçar o movimento no comércio local.
A diversidade da programação permitiu igualmente atrair novos públicos e incentivar diferentes formas de visitar e conhecer Braga, conjugando a componente festiva com a oferta cultural da cidade.
Nuno Gouveia garante que esta estratégia deverá continuar nas próximas edições, com uma presença ainda maior dos artistas e estruturas culturais locais.
“A Noite Branca só faz sentido se os bracarenses sentirem que esta é a sua festa e que estão envolvidos nela. Vamos aumentar ainda mais a presença dos artistas locais”, afirmou.
A organização pretende, desta forma, manter a dimensão popular do evento, mas consolidar simultaneamente uma programação cultural mais abrangente e uma maior ligação entre a Noite Branca, os equipamentos municipais, os agentes culturais e o comércio da cidade.

































