A Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga está em posição privilegiada para se tornar uma ULS Universitária no Serviço Nacional de Saúde (SNS), segundo especialistas e decisores hospitalares que participaram num debate promovido pela Comissão de Trabalhadores do Hospital de Braga (CTHB). A iniciativa, intitulada “ULS Universitárias: desafios e oportunidades”, decorreu esta terça-feira no Auditório do Hospital de Braga e contou com a presença de alguns dos mais reputados especialistas nacionais, além de representantes universitários da Universidade do Minho.
Debate com especialistas e decisores
Entre os participantes estiveram Américo Afonso, presidente da ULS Braga; José Fragata, presidente do Conselho Nacional dos Centros Clínicos Académicos; Xavier Barreto, presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH); Jorge Correia Pinto, presidente da Escola de Medicina da Universidade do Minho e diretor do Serviço de Cirurgia da ULS Braga; e Camilo Ferreira, coordenador da CTHB.
Durante o debate, os intervenientes realçaram que a ULS Braga reúne todas as condições técnicas, académicas e assistenciais para integrar o grupo das unidades hospitalares universitárias do país. Segundo o responsável da Escola de Medicina da Universidade do Minho, a decisão política deverá incluir não só a ULS Braga, mas também a ULS do Alto Minho, reforçando a cooperação entre as duas unidades na formação e investigação médica.
Oportunidades e desafios de se tornar universitária
Transformar-se numa ULS Universitária permitirá ao Hospital de Braga reforçar a investigação clínica, atrair profissionais qualificados e aprofundar a formação académica de estudantes de medicina e outras áreas da saúde. Os especialistas sublinharam que a integração universitária oferece ainda vantagens na inovação e na capacidade de resposta a desafios complexos da saúde, beneficiando diretamente a população da região.
A convicção unânime entre os presentes é que a ULS Braga está pronta, faltando apenas a decisão política oficial, que se espera para breve, de modo a consolidar o seu estatuto no SNS e ampliar a sua influência no ensino e na investigação em saúde.
































