Numa iniciativa inédita que junta cultura e responsabilidade ecológica, a parceria vai analisar o impacto ambiental do evento e disponibilizar ao público dados de emissões em tempo real durante o concerto de encerramento de Miguel Araújo.
O São João de Braga, uma das romarias mais antigas e participadas de Portugal, está determinado em liderar pelo exemplo no caminho da transição ecológica. A Associação de Festas de São João de Braga uniu esforços com a startup A+Casa para implementar um projeto pioneiro de sustentabilidade: medir e avaliar, ao pormenor, a pegada carbónica gerada ao longo das celebrações sanjoaninas deste ano.
O grande propósito desta colaboração é cruzar a matriz cultural do evento com as metas da sustentabilidade, criando uma base de dados robusta e científica sobre o impacto ambiental da festa. As conclusões obtidas servirão de guião para a organização desenhar e implementar medidas de mitigação e compensação ecológica já nas próximas edições do evento.
O impacto do concerto de Miguel Araújo em tempo real
Um dos pontos altos desta parceria tecnológica estará focado no concerto de encerramento das festas, que este ano fica a cargo do músico Miguel Araújo. Durante o espetáculo, o público presente e os cibernautas vão poder acompanhar indicadores em tempo real sobre o volume de gases com efeito de estufa que estão a ser emitidos pela realização do evento.
Para tornar a leitura dos dados mais acessível e intuitiva, as emissões de dióxido de carbono ($CO_2$) serão traduzidas através de equivalências práticas e simples com o quotidiano das pessoas. No recinto, será possível perceber a quantas árvores necessárias para compensação ambiental, carregamentos de telemóveis, quilómetros percorridos por um automóvel ou ao consumo energético de habitações equivale a pegada gerada pelo concerto.
Consciência ambiental sem perder a identidade
De acordo com a organização do São João de Braga, esta iniciativa pioneira visa acelerar a modernização do evento e reforçar o compromisso com as metas climáticas globais, sem que isso belisque ou retire brilho à riquíssima dimensão histórica, religiosa e cultural das festas.
Ao mapear e identificar as principais fontes de emissão de carbono em todas as dinâmicas da romaria — desde as infraestruturas de iluminação e som até à logística dos divertimentos —, Braga assume a dianteira na gestão sustentável de eventos de grande escala em espaço público, provando que é possível celebrar as tradições mais antigas com os olhos postos no futuro do planeta.
































