O Vitória não foi além de um empate (2-2) na recepção ao Nacional da Madeira, numa partida da 32.ª jornada da 1.ª Liga.

Após de três derrotas consecutivas, a equipa de Luís Castro deixou fugir o triunfo no tempo de compensação depois de ter construído uma vantagem de dois golos.

Tozé abriu o marcador aos 11 minutos, na conversão de um penálti. Wakaso foi expulso, por acumulação de cartões amarelos, logo aos 23 minutos, mas o Vitória foi capaz de aguentar a pressão e chegou ao 2-0 aos 78 minutos, por Florent. Foi, aliás, a estreia do francês a marcar com as cores vitorianas. O Nacional da Madeira, que luta pela permanência, reduziu aos 82 minutos por Diogo Coelho e apontou o golo da igualdade no tempo de compensação, aos 90+2’, por Alhassan.

O Vitória passa a somar 46 pontos e encontra-se agora a três do Moreirense, o 5.º classificado.

Na jornada 33, o Vitória volta a jogar em casa. Na despedida do Estádio D. Afonso Henriques recebe o Belenenses, domingo, pelas 15 horas.

Declarações de Luís Castro, treinador do V. Guimarães, na sala de imprensa do Estádio D. Afonso Henriques, após o empate a dois golos na receção ao Nacional:

«O facto de termos perdido dois pontos na parte final do jogo pode haver a tentação de se dizer que nós falhámos na totalidade o objetivo do jogo. Acho que se formos por essa análise não estamos a ser corretos. Ao longo de todo o jogo tivemos sempre a baliza do Nacional como objetivo e penso que essa foi a grande virtude da equipa. Teve de defender quanto teve de o fazer, mas sempre que ganhámos bola percorremos caminho para a baliza do Nacional. Foi com naturalidade que chegámos ao 2-0. E também foi de forma inesperada que sofremos os dois golos já no final do jogo. Retardámos ao máximo a substituição do Guedes, porque é uma unidade importante na bola parada, tal como se veio a verificar com o Nacional a chegar ao empate de bola parada. Muitas vezes tende-se a ir atrás do culpado, mas tenho de enaltecer o sacrifício dos jogadores».

Declarações de Costinha, treinador do Nacional da Madeira, na sala de imprensa do Estádio D. Afonso Henriques, após o empate a duas bolas frente ao V. Guimarães:

«É óbvio que acredito. Continuo a dizer que é complicado, está difícil, mas temos de acreditar. Há seis pontos em disputa, temos de acreditar e, quanto mais não seja, dignificar a instituição que até agora ainda não nos falhou com nada. Sabíamos que hoje íamos ter um jogo difícil, num belíssimo estádio contra uma boa equipa. O jogo foi disputado, com dez jogadores o Vitória recuou o seu bloco mas ainda assim conseguiu chegar ao 2-0. A minha equipa nunca desistiu, por vezes a transposição de bola foi um pouco lenta, mas retificámos na segunda parte e conseguimos chegar ao empate».