A primeira vez que conheceu a filha, Judith pensou que lhe tinham dado o bebé errado. Hoje, sente-se orgulhosa da relação criada entre os dois irmãos.

Judith Nwokocha, de 38 anos, partilhou com o Daily Mail o dia em que deu à luz e ficou em choque ao conhecer os filhos pela primeira vez. Isto porque a mãe acreditava que tinham trocado um dos seus filhos.

Kamsi e Kachi, um rapaz e uma rapariga, respetivamente, nasceram há três anos, depois de a sua mãe ter passado oito anos a tentar engravidar e tê-lo conseguido, finalmente, com recurso a tratamentos de Fertilização In Vitro. Contudo, agora, muitos não acreditam que os dois são irmãos.

Kamsi nasceu com pele negra, como os pais, mas Kachi é branca. A explicação é que Kachi é albina, ou seja, padece de um distúrbio congénito caracterizado pela ausência completa ou parcial de pigmento na pele, cabelos e olhos.

A mãe, que vive no Canadá, recorda que quando deu à luz, Kamsi foi o primeiro bebé que lhe colocaram no colo. Quando conheceu Kachi pensou que havia um engano: “Fiquei em choque. Pensei que me estavam a dar o  bebé de outra pessoa. Não acreditei que fosse minha“, confessa, apesar de assumir que depois o mais importante foi perceber que ela estava bem de saúde.

“Uma coisa curiosa é que apesar da sua cor diferente, ela é igual a mim”, diz a mãe com orgulho.

Apesar das diferenças, os pais garantem que as crianças não se consideram diferentes uma da outra e se dão muito bem. E se muitos ficam espantados ao perceber que são irmãos, a mãe garante que nunca ouviu comentários negativos em relação ao aspeto da filha. “Dizem sempre que é ela linda”, afirma.

Não há registo de quantos pares de gémeos nasceram em que só um dos bebés apresentasse albinismo, contudo há casos semelhantes já registados na Holanda e em Moçambique. Existem ainda casos de gémeos com cores de pele diferente, mas em que os progenitores também são de diferentes géneros raciais, embora nestes casos as hipóteses sejam de uma em um milhão.