Queda de 705 inscritos nos centros de emprego em março confirma tendência de recuperação laboral na região
O desemprego no Quadrilátero Urbano voltou a recuar em março, atingindo o nível mais baixo desde julho de 2024 e reforçando sinais positivos no mercado de trabalho dos principais concelhos do Minho.
De acordo com os dados mais recentes divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional, a região registou 17.314 pessoas inscritas nos centros de emprego, representando uma redução de 705 desempregados face a fevereiro.
A comparação homóloga revela uma evolução ainda mais expressiva: em março de 2025 estavam inscritos 19.734 desempregados, o que traduz uma descida superior a 2.400 pessoas num ano.
Guimarães e Braga puxam pela recuperação
Os concelhos de Guimarães e Braga foram os principais responsáveis pela descida global dos números do desemprego na região.
Guimarães, apesar de continuar a liderar em volume absoluto de inscritos, registou uma redução de 245 pessoas face ao mês anterior.
O concelho contabiliza agora 5.829 desempregados, o valor mais baixo desde dezembro de 2022.
Também Braga apresentou uma descida praticamente idêntica, com menos 244 inscritos.
O total fixou-se em 5.093 pessoas à procura de emprego, o segundo melhor registo dos últimos anos, apenas superado pelo valor observado em junho de 2023.
Famalicão mantém trajetória positiva
Em Vila Nova de Famalicão, os indicadores continuam igualmente favoráveis.
O concelho registou menos 197 desempregados em março, totalizando agora 3.911 inscritos.
Trata-se do número mais baixo desde dezembro de 2025, confirmando uma evolução sustentada.
Barcelos continua com os melhores indicadores
Apesar de uma descida mais moderada, Barcelos mantém-se como o município com melhor desempenho relativo dentro do Quadrilátero Urbano.
O concelho reduziu 19 inscritos em março, fixando-se em 2.481 desempregados.
Este é um dos melhores registos da região, apenas ultrapassado pelo valor verificado em julho do ano passado.
Sinais positivos para a economia regional
A descida generalizada nos quatro concelhos aponta para uma recuperação consistente da dinâmica económica regional.
Os números reforçam a perceção de maior capacidade de absorção do mercado de trabalho e sugerem um contexto mais favorável ao emprego no eixo urbano que integra Braga, Guimarães, Famalicão e Barcelos.
Caso a tendência se mantenha nos próximos meses, o Quadrilátero Urbano poderá aproximar-se de mínimos de desemprego não observados desde antes da desaceleração económica registada em 2024.



































