Há registo de valores idênticos em 2017, ano em que houve mais 4467 mortes por causa das temperaturas baixas e da gripe.

Até ao próximo domingo, a temperatura média do ar deverá manter-se abaixo do normal para a época. Nos primeiros dez dias deste ano, a temperatura média do ar foi de 4,5°C, cerca de -5°C em relação ao normal, de acordo com os dados facultados ao JN pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Em 2017, houve registos de temperatura semelhantes num ano em que a gripe e a vaga de frio causaram mais de quatro mil mortes.

As previsões do IPMA para esta semana apontam para uma anomalia negativa da temperatura média do ar entre -6ºC e -1ºC. A partir do dia 25, perspetivam-se já valores acima do normal para praticamente todo o território (de 0 a 3ºC ).

Desde a véspera do Natal que as temperaturas máximas e mínimas estão abaixo do valor da normal climatológica 1971-2000 (o clima analisa-se a séries de 30 anos). Episódios de frio persistente em janeiro como o presente não são raros, com o registo de, pelo menos, seis no presente século.

Em 2017, diz o IPMA, há nota de “valores extremos de temperatura mínima do ar em Chaves, Sabugal, Covilhã”, entre outros. Sendo que, na semana passada, registaram-se mínimos recorde em Chaves (-8,3ºC ) e na Covilhã (-6,4ºC).

Nas duas estações meteorológicas, os máximos tinham sido batidos em janeiro de 2017, com a mínima em Chaves a chegar a -8,1ºC e na Covilhã aos -5,5ºC . Recorde-se que, naquele ano, a gripe e a vaga de frio foram responsáveis por um excesso de mortalidade calculado pelas autoridades de saúde em mais 4467 óbitos.

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