As restrições à circulação ao fim de semana continuam a fazer com que a mobilidade da população aumente e o confinamento diminua à segunda e à sexta-feira, indicam os dados da consultora PSE.

“Como já tinha sido verificado em 2020, as sextas-feiras e segundas-feiras continuam a ser dias de maior mobilidade dada a vizinhança de fins-de-semana de restrições. Sempre que existem dias que antecedem períodos de maior restrição (recolher às 13 horas e inibição de circulação entre concelhos), os portugueses efetuam maiores deslocações e missões de abastecimento”, lê-se no comunicado.

De acordo com a empresa, as medidas restritivas ao sábado e ao domingo, “tiveram três reflexos: reduzir a mobilidade ao fim de semana, aumentar a mobilidade nos dias úteis, provocar concentrações nas manhãs dos fins de semana (particularmente aos sábados).”

A análise à mobilidade dos portugueses neste segundo confinamento geral conclui ainda que o encerramento das creches, escolas e universidades permitiu fechar em casa 50,6% da população. No entanto, alerta o “confinamento pode estar a dar sinais de menor adesão”.

Em março do ano passado, “para além dos 28% que naturalmente já ficavam em casa (confinamento natural), mais 37% de portugueses confinaram adicionalmente”.

“Já neste confinamento de janeiro, a realidade é diferente: para além do confinamento natural, o acréscimo de confinamento foi apenas de 24% da população. Isto significa que vemos, em média, 48% da população em circulação, ou seja, cerca de dois terços da que circulava pré-pandemia”, observa a empresa.

Ao contrário de 2020, desta vez “a diferença de confinamento entre fins de semana e dias úteis é muito mais elevada”, “a adesão ao confinamento nos dias úteis é muito menor” e “não foi um processo voluntário, antecipado e repentino como no primeiro”.

in “JN”