O Mosteiro de Tibães, em Braga, vai sofrer obras avaliadas em 330 mil euros para travar os “problemas graves” de conservação da igreja e proteger o espólio artístico lá existente, anunciou hoje a Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN).

Em comunicado, a DRCN refere que a empreitada resulta de uma candidatura apresentada ao aviso Património Cultural-Infraestrutural do Programa Operacional Norte 2020.

“Atualmente, a igreja apresenta problemas graves de conservação, sendo imperioso proceder a uma intervenção que atualize a obra de recuperação e restauro da igreja, executada em 1999”, acrescenta.

A atual candidatura visa, além da intervenção física na estrutura construtiva da igreja, a proteção do espólio artístico existente no seu interior, “património único de valor incomensurável, já intervencionado e atualmente em risco de perda, por condições ambientais inadequadas à sua preservação”.

“Pretende-se, com esta candidatura dar continuidade às intervenções de consolidação da igreja do Mosteiro de Tibães e melhorar a abertura a um novo tipo de público, criando novos espaços nas Torres Sineiras, como pólos diferenciados de atração”, acrescenta a DRCN.

Fundado em finais do século XI, o Mosteiro de São Martinho de Tibães foi classificado como Imóvel de Interesse Público em 1944.

Segundo a DRCN, trata-se de “um dos maiores e mais importantes conjuntos monásticos beneditinos portugueses e constitui a peça-chave na rede monástica da Ordem de S. Bento do Noroeste Peninsular”.

O mosteiro é constituído pela igreja, alas conventuais e espaço exterior – a cerca.

O edifício que hoje existe foi construído ao longo dos séculos XVII, XVIII e XIX.

Em 1833/34, com a extinção das Ordens Religiosas, o mosteiro foi encerrado, os seus bens inventariados e postos à venda, exceto a igreja, o passal e uma zona conventual que, continuando propriedade do Estado Português, ficaram em uso paroquial.

Em 1986, o Estado Português, perante a degradação e delapidação daquele património nas décadas anteriores, adquiriu-o, iniciando a sua recuperação com estudos, registos e limpezas que viabilizaram os projetos de restauro que se seguiram.

Mantendo os usos associados à Paróquia de Mire de Tibães, duas novas valências foram implementadas, uma das quais a cultural, associada ao conceito internacional de Museu Monumento e Jardim Histórico, que permite percorrer, ver e sentir os espaços e os seus tempos.

A outra valência é a de acolhimento, com a adaptação da parte do edifício mais arruinada às necessidades de uma comunidade religiosa da Família Missionária Donum Dei, com as valências de hospedaria e restaurante.

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