A Associação Portuguesa de Empresas de Diversões (APED) congratulou-se hoje com o anúncio do Governo de permitir a retoma da atividade de diversão itinerante, mas lamentou a demora na decisão de levantar as medidas restritivas.

Após uma reunião do Conselho de Ministros, a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, anunciou que atividade de diversão itinerante e os parques infantis e aquáticos privados vão poder entrar em funcionamento nos concelhos do continente incluídos no nível mais avançado do plano de desconfinamento.
 

A ministra referiu que a situação de calamidade no continente vai ser prolongada até 30 de maio (o atual período de vigência termina no domingo) e que a evolução da pandemia de covid-19 neste território permite continuar com as medidas aprovadas, embora com alguns acertos.
 

“Estamos contentes com a posição do Governo e agora temos de iniciar os contactos com os municípios que poderão estar abertos ou disponíveis para nos receber”, disse à agência Lusa o presidente da APED, Francisco Bernardo, sublinhando que o processo está mais avançado nas câmaras do Porto e de Matosinhos.
 

Apesar de estar satisfeito pela possibilidade de retoma da atividade itinerante, o presidente da APED lamentou a demora na tomada de decisão por parte do Governo de “levantar as medidas restritivas”.
 

“Mesmo com esta notícia de que poderemos começar a trabalhar a partir de dia 17, com quatro dias de antecedência, nunca iremos conseguir meter o setor a trabalhar antes do início do mês”, salientou.
 

Francisco Bernardo lembrou ainda que o setor já dispõe de regras destinadas ao exercício da atividade itinerante, impostas pela Direção-Geral da Saúde (DGS) em 2020.
 

“Já trabalhámos no ano passado, durante o verão, mediante o seu cumprimento e não compreendíamos porque é que este ano ainda estávamos impedidos de trabalhar”, apontou.
 

A reabertura das atividades agora permitidas nos municípios mais avançados no plano de desconfinamento tem sido reivindicada pelos empresários destes setores.
 

Na semana passada, em mais um protesto em período de pandemia – o primeiro que reuniu as três associações representativas do setor –, empresários da diversão itinerante concentraram-se em Lisboa para pedir a retoma urgente da atividade, prometendo funcionar com protocolos de segurança.
 

Segundo o mapa de incidência de covid-19 e respetivas medidas atualizado hoje pelo Governo, os concelhos de Arganil e Lamego vão recuar no processo de desconfinamento, no âmbito da pandemia, enquanto outros três municípios e uma das freguesias de Odemira avançam e ficam a par da generalidade do continente.
 

Arganil e Lamego regridem para regras definidas em 19 de abril e o concelho de Resende mantém-se onde já estava na semana passada, no nível de desconfinamento equivalente às regras de 05 de abril.
 

Por outro lado, os concelhos de Cabeceiras de Basto – que tinha recuado há apenas uma semana -, Carregal do Sal e Paredes vão avançar para a quarta fase de desconfinamento, a par da generalidade do continente, depois de recuperarem dos níveis de incidência da covid-19.
 

Segundo a ministra, também a freguesia de Longueira-Almograve, em Odemira, que foi sujeita a uma cerca sanitária, está em condições de acompanhar os concelhos mais avançados.
 

Já em São Teotónio, no mesmo concelho, onde se mantêm ainda níveis de incidência elevados, embora sem transmissão comunitária, a freguesia dá um passo em frente no desconfinamento, passando a estar sujeita às regras que vigoraram a partir de 05 de abril para a generalidade do país, “essencialmente abertura de lojas e permissão de frequência de esplanadas”.
 

A ministra destacou que há sete concelhos que estavam em alerta na semana passada e que se mantêm em alerta, há cinco concelhos que passam a estar em situação de alerta e há 14 concelhos que deixam de estar em situação de alerta.