O jogador Ricardinho anuncia a retirada da Seleção Portuguesa de Futsal esta terça-feira. O jogador esteve em conferência de imprensa na Cidade do Futebol, na presença do presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes e Jorge Braz, selecionador nacional de futsal.

Ricardinho colocou um ponto final à carreira de 18 anos na seleção nacional, um mês após ter-se sagrado campeão mundial pela primeira vez, título que juntou ao europeu conquistado em 2018.

“Hoje, vim aqui anunciar o final de um ciclo. Foi, sem dúvida, uma caminhada incrível, inesquecível. (…) Disse que o Mundial seria a minha última competição pela seleção, fosse qual fosse o desfecho. Felizmente, acho que termina da melhor maneira esta história. Com muita pena, vou dizer um até já à seleção nacional, que é a decisão mais difícil que tomei na minha carreira”, afirmou o ala, em conferência de imprensa realizada na Cidade do Futebol, em Oeiras.

Após uma grave lesão, o jogador afirma que “ainda tinha mais uma bala no cartucho para disparar” no campeonato mundial de futsal, na Lituânia.

Ricardinho, de 36 anos, o único praticante eleito por seis vezes melhor jogador de futsal do mundo (2010, 2014, 2015, 2016, 2017 e 2018), pelo portal Futsal Planet, contabilizou 187 jogos e 141 golos na equipa das quinas, pela qual se estreou em junho de 2003, numa vitória sobre Andorra (8-4), em Tavira.

Natural de Gondomar, o ala despontou no Benfica e cumpre a quarta experiência fora de Portugal, ao serviço do campeão francês ACCS Paris, após também já ter competido no Japão, pelo Nagoya, na Rússia, pelo CSKA Moscovo, e em Espanha, pelo Inter Movistar.

Ricardinho venceu mais de 30 troféus coletivos, incluindo três edições da UEFA Futsal Cup, uma nas águias e duas nos madrilenos, e recebeu múltiplas distinções individuais, como as de melhor jogador nos Europeus de 2007 e 2018 e no Mundial de 2021.

O jogador confessou “ter passado nos últimos dois anos os piores momentos desportivamente falando” do seu percurso desportivo, mas que, depois do “marco fenomenal” do Europeu ganho em 2018, “deus ainda tinha algo mais grandioso” guardado para a seleção, referindo-se ao Mundial conquistado este ano na Lituânia.

“Esta história termina da melhor maneira. Um campeonato da Europa, um Mundial, vários títulos individuais, que espero que os meus companheiros consigam bater no futuro”, desafiou Ricardinho.