“The Last of Us” (TLOU) é o tema do momento no mundo do entretenimento e apesar de estarmos apenas em janeiro… já é visto como um dos grandes sucessos de 2023. Assim, é com um enorme entusiasmo que inauguramos no Acho Que Vais Gostar Disto uma nova série de episódios recap do nosso podcast dedicados a TLOU.

Depois de muita antecipação, eis que a muito aguardada adaptação para televisão do aclamado videojogo “The Last of Us” ficou finalmente disponível na HBO Max. E o que vos podemos dizer acerca desta estreia? Bom, que é basicamente tudo aquilo que os críticos escreveram que era.

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Mas para saberes em concreto o que isso significa e o que se passou no Episódio 1 – “When You’re Lost in the Darkness”, recomendamos mesmo que oiças o podcast — é lá que te contamos tudo e ainda partilhamos as nossas ideias sobre aqueles easter eggs que saltam logo à vista.

  • Curiosidade: a série obteve 99% de aprovação na tomatada dos filmes e bateu o recorde do Rotten Tomatoes. E se és dos que desconfiam da agenda dos escribas profissionais, a pontuação dos utilizadores não difere muito: em mais de 3.000 reviews, é de 96%. No IMDbestá com 9.5 em 10. No Metacritic, 84 em 100, com o selo “Must-Watch”. (Nota: estes dados constavam à hora de escrita deste artigo, podem sofrer alterações com o tempo.)
  • Curiosidade 2: A estreia só ficou atrás de “House of the Dragon”. Com base nos dados revelados pela Nielsen, o primeiro episódio foi visto por 4,7 milhões de espetadores em todas as plataformas da HBO Max. Em termos de comparação, diga-se que duplicou os números da estreia da 2.ª temporada de “Euphoria”, atualmente uma das séries mais populares da HBO.

Agora, espaço para uma espécie de mini Q&A que achamos que te pode ajudar a perceber não só o mundo de “The Last of Us” como todo o alarido em seu redor. As linhas que se seguem, ao contrário do episódio do nosso podcast, são spoilers free.

  • Preciso de jogar para perceber e desfrutar a história da série da HBO MaxNão, a série vive por ela própria e está construída de modo a que todos, gamers e não-gamers, percebam e vivam esta jornada por igual (e ainda que não tenhas a experiência imersiva e emocional de quem jogou podes sempre ver este vídeo em 4K no YouTube com todas as cenas cinemáticas que transformam a coisa num filme).
  • Não sei nada de nada sobre a série e porque aqui estamos. Do que se trata? Todo este frenesim tem por base dois videojogos e uma coisa que no gaming se chama DLC (pensem numa missão/episódio extra, uma expansão, que completa a história de um jogo) feitos por uma empresa chamada Naughty Dog. A unir todos estes elementos, está a pessoa-chave em todo o processo: o diretor criativo e argumentista Neil Druckmann, o mastermind e criador de “The Last of Us” (2013), do seu DLC “Left Behind” (2014) e da sequela “The Last of Us: Part II” (2020). O primeiro jogo e original é tido como um dos melhores de sempre, ganhou inúmeros prémios e foi aquele que deu início a toda uma loucura pela franquia — que vendeu quase 50 milhões de cópias em todo o mundo. A série da HBO vai buscar elementos de “The Last of Us” e de “Left Behind”. A “Parte II”, a mais recente, ficará para outras núpcias.
  • E do que reza a história? Esta gira em torno de duas personagens principais, Joel e Ellie, que tentam sobreviver num planeta onde cerca de 60% da população mundial está infetada por um fungo chamado Cordyceps (que transforma os humanos em “zombies”, mas aqui não se aplica esse termo). De forma simplista, “The Last of Us” apresenta-nos um mundo clássico pós-apocalíptico em que a estrutura política, moral e económica da sociedade entrou em colapso. A comparação óbvia em tudo o que mexa com zombies (voltamos a frisar que é um termo que aqui não se utiliza) parte com “The Walking Dead”, mas na realidade o que temos é muito mais parecido “A Estrada”, livro de Cormac McCarthy.

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