O Serviço Nacional de Saúde (SNS) gastou quase 231 milhões de euros em prestadores de serviço ao longo de 2024, representando um aumento de 12,3% em comparação com 2023, segundo dados da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

A maior fatia da despesa foi destinada à contratação de médicos tarefeiros, que custaram ao SNS 213,3 milhões de euros, um aumento de 11,2% face ao ano anterior. Além disso, foram gastos 10,38 milhões de euros com enfermeiros e 7,27 milhões de euros com outros profissionais de saúde.

Em termos de horas contratadas, os prestadores de serviço realizaram 6,32 milhões de horas, um aumento de 3,7% em relação a 2023. Destas, 5,1 milhões foram asseguradas por médicos, 589 mil por enfermeiros e 586 mil por outros profissionais de saúde.

Horas extra e custo total para o Estado

Os médicos do SNS realizaram 6,39 milhões de horas extraordinárias, representando uma despesa de 277,42 milhões de euros, inferior aos 311,70 milhões de 2023. Já os enfermeiros fizeram 5,61 milhões de horas extras, custando 107,78 milhões de euros, um aumento de 20%.

Outros profissionais de saúde realizaram 5,80 milhões de horas extraordinárias, o que custou 79,10 milhões de euros, mais 25,3% que em 2023.

No total, médicos, enfermeiros e outros profissionais do SNS fizeram 17,82 milhões de horas extra em 2024, mais 5,1% que em 2023, com um custo total de 464,30 milhões de euros para o Estado.

Dedicação plena no SNS

A ACSS destacou ainda a evolução positiva do regime de dedicação plena, que entrou em vigor em 1 de janeiro de 2024. No final do ano, 9.839 médicos aderiram ao regime, sendo 5.690 nos hospitais e 4.149 nos cuidados de saúde primários.

A Administração Central do Sistema de Saúde recorda que, ao nível hospitalar, a adesão ao regime de dedicação plena é voluntária, exceto para cargos de chefia.