Sandra Cardoso Critica Falta de Medidas Eficazes e Propõe Investimento em Habitação Pública e Controlo de Preços
A CDU acusa o governo de Pedro Montenegro de ter aprofundado a crise da habitação no distrito de Braga, levando os preços a níveis considerados “proibitivos” e tornando a vida mais difícil para muitas famílias. A crítica foi feita por Sandra Cardoso, cabeça de lista da coligação por Braga nas eleições legislativas de 2025, durante uma ação de campanha nas feiras de Prado, Vila Verde e Amares.
Sandra Cardoso lembrou que, “em tempos”, o distrito de Braga era conhecido por ser uma região “relativamente barata para viver”, mas que, atualmente, os preços da habitação se tornaram inacessíveis para uma grande parte da população. A dirigente da CDU foi acompanhada de vários candidatos e ativistas locais, incluindo Manuel Joaquim, candidato de Amares, que reforçaram a mensagem sobre a necessidade urgente de medidas eficazes para resolver a crise habitacional.
De acordo com a CDU, o governo PSD/CDS e o PS falharam em enfrentar a especulação imobiliária e em adotar medidas que protejam as famílias da crescente pressão financeira. “Recusaram-se a combater a especulação imobiliária e a obrigar a banca a colaborar na redução dos encargos das famílias. Além disso, mantiveram os níveis de habitação pública entre os mais baixos da Europa”, afirmou Sandra Cardoso em comunicado.
A situação descrita pela coligação é alarmante: com os preços das rendas e dos empréstimos bancários para habitação a tornar-se incomportáveis para uma parte significativa da população, a CDU alerta ainda para o aumento das construções clandestinas, precárias e insalubres, além da sobrelotação das casas. O partido denuncia também que essas condições têm afetado particularmente os jovens, impedindo a sua autonomia e a sua inserção no mercado habitacional.
Para a CDU, a solução para a crise exige um forte e contínuo investimento em habitação pública. A coligação defende que o Estado deve canalizar 1% do PIB anualmente para um Programa Nacional de Habitação, com o objetivo de construir, reabilitar e manter habitação acessível à população. “É fundamental que o governo atue de forma eficaz para garantir o direito à habitação”, afirmou Sandra Cardoso.
Entre as medidas imediatas propostas pela CDU estão a fixação de valores máximos para as rendas, tanto em contratos existentes como em novos contratos, e a revogação da “Lei dos Despejos”. A coligação também propõe que o período mínimo de duração dos contratos de arrendamento seja estabelecido em 10 anos, para garantir estabilidade aos inquilinos. Além disso, a CDU sugere medidas para reduzir o custo das prestações bancárias, como a intervenção para reduzir spreads e comissões, e um combate mais eficaz à procura especulativa no mercado imobiliário, com a eliminação do regime fiscal dos residentes não habituais, a limitação da aquisição de imóveis por fundos imobiliários e a restrição dos usos habitacionais para fins turísticos.
Em resumo, a CDU defende que é urgente agir para reverter a crise habitacional em Braga e em todo o país, protegendo as famílias e garantindo acesso à habitação digna e acessível.
































