Região contará com 260 operacionais, 58 meios terrestres e helicóptero pesado na fase mais crítica do verão

O helicóptero pesado Kamov chega este sábado ao Centro de Meios Aéreos de Braga e ficará pronto para entrar em ação já no domingo, reforçando o combate aos incêndios rurais na região do Cávado durante a fase mais crítica, entre 1 de julho e 30 de setembro.

O dispositivo de combate, hoje divulgado pelo Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Cávado, contará com 260 operacionais, 58 meios terrestres e ainda seis meios aéreos ligeiros localizados em concelhos limítrofes: Vila Nova de Famalicão, Fafe, Arcos de Valdevez, Paredes e Ribeira de Pena.

O comandante Manuel Moreira sublinhou que o Kamov será usado preferencialmente em ataques planeados, embora possa ser acionado em ataques iniciais, em casos excecionais.

Bombeiros voluntários em destaque

Os bombeiros voluntários continuarão a ser a espinha dorsal do dispositivo, representando 96% da força de combate, com 82 operacionais exclusivamente dedicados e 20 equipas de intervenção permanente, somando mais de 100 elementos. A estes juntam-se os voluntários que respondem às chamadas em situações de emergência.

Segundo Manuel Moreira, o dispositivo de 2025 será “em tudo semelhante ao do ano passado”, mas agora com critérios mais rigorosos na contabilização dos meios, conforme já tinha sido anunciado pelo ministro da Presidência, Leitão Amaro. Apenas os operacionais efetivamente disponíveis para o combate direto são agora contabilizados, ficando de fora os afetos à vigilância e deteção, responsabilidade da GNR.

917 hectares ardidos em 2024

A sub-região do Cávado, que integra os concelhos de Braga, Esposende, Barcelos, Amares, Vila Verde e Terras de Bouro, registou 237 incêndios rurais em 2024, dos quais 96 ocorreram em setembro. A área ardida totalizou 917 hectares, maioritariamente de eucalipto e pinheiro-bravo.

A região acolhe ainda duas áreas protegidas: o Parque Nacional da Peneda-Gerês e o Parque Natural do Litoral Norte, o que reforça a importância de uma resposta célere e eficaz à ameaça dos fogos florestais.

Com o verão à porta, os meios já se posicionam para um combate que, ano após ano, testa os limites da resiliência humana e ambiental da região.