Autor venceu com “O que a chama iluminou”, obra inspirada numa viagem ao deserto do Atacama, no Chile. Prémio é atribuído pela APE e tem um valor de 12.500 euros.

Afonso Cruz é o vencedor da oitava edição do Grande Prémio de Literatura de Viagens Maria Ondina Braga, com o livro “O que a chama iluminou”. A distinção, atribuída pela Associação Portuguesa de Escritores (APE) com o patrocínio da Câmara Municipal de Braga, inclui um prémio monetário de 12.500 euros.

Esta é a segunda vez que o autor conquista este galardão, depois de ter sido premiado em 2019 com a obra “Jalan Jalan”.

Em comunicado, a APE destaca a argumentação do júri, composto por Fernando Batista, Guilherme d’Oliveira Martins e Isabel Cristina Mateus:

“Partindo de uma viagem atribulada no Chile, o autor reflete sobre a existência humana e sobre os mistérios do cosmos no deserto de Atacama, encarado como uma janela sobre o tempo e a evolução do mundo. Os dramas humanos de um país marcado pela violência levam-nos, porém, à esperança, através da chama que ilumina pelo que somos na nossa singularidade irrepetível.”

Nascido em 1971, na Figueira da Foz, Afonso Cruz é uma figura multifacetada da cultura portuguesa: escritor, ilustrador, músico, fotógrafo e até cervejeiro artesanal. Trabalhou também como cineasta durante mais de uma década.

Ao longo de quase duas décadas de carreira literária, tem sido amplamente reconhecido, tanto em Portugal como internacionalmente. Entre os prémios já conquistados estão o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, o Prémio Fernando Namora, dois galardões da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), o Prémio da União Europeia para a Literatura, e ainda distinções no Brasil e em contexto ibérico.

A edição deste ano do prémio contou com obras de autores portugueses publicadas em 2024, escritas em língua portuguesa, reforçando a missão da APE de valorizar a literatura de viagens e homenagear a memória de Maria Ondina Braga, escritora bracarense e figura ímpar do género em Portugal.