Líder do PS desafia Governo a “sair dos gabinetes” e a acelerar programas de construção a custos controlados
O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, apontou hoje as habitações modulares fabricadas em Braga pelo Grupo DST como uma resposta viável e rápida ao problema da habitação em Portugal.
Durante uma visita às instalações da empresa, o dirigente socialista afirmou que em apenas um ano seria possível colocar no mercado duas mil casas modulares e que, num horizonte de quatro anos, poderiam ser construídas entre 75 e 80 mil unidades, com cerca de 100 m² cada e um custo estimado entre 90 e 100 mil euros.
“Se há estas soluções, se elas fazem parte do conhecimento e da capacidade nacional, é fundamental que o Governo saia dos seus gabinetes, fale com as empresas e dê respostas concretas às necessidades do país”, declarou José Luís Carneiro.
Habitações rápidas e apoio temporário imediato
Estas construções, que demoram sete a oito meses a estar prontas, apresentam um custo médio de 900 euros/m² e incluem padrões de segurança e conforto comparáveis aos da construção tradicional.
Enquanto estas unidades não chegam ao mercado, Carneiro sugere que a Igreja Católica e as IPSS possam assegurar alojamento temporário, sobretudo para famílias mais vulneráveis.
Críticas ao atraso no IHRU e apelo a um programa nacional
O líder socialista reforçou a necessidade de desbloquear os processos no Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), alegando que diversas câmaras municipais aguardam respostas há meses:
“É essencial que o Estado financie e reforce as estratégias locais de habitação, que estão muito atrasadas face às necessidades do país. Precisamos de um programa nacional de construção de habitação a custos controlados, como já existiu no passado.”
PS promete continuar a apresentar soluções
Questionado sobre a falta de resposta do Governo às suas propostas nas áreas da Defesa, Saúde e Habitação, José Luís Carneiro foi direto:
“O meu dever é apresentar soluções. Se o Governo as ouve ou não, já não me diz respeito. O PS não está apenas para criticar, mas para mostrar o que faria de diferente se estivesse no poder.”

































