Acordo abrange o troço Porto-Campanhã – Oiã e marca início da linha de alta velocidade Lisboa-Porto
A Infraestruturas de Portugal (IP) e o consórcio LusoLAV – liderado pela Mota-Engil – vão assinar, na próxima terça-feira (29 de julho), às 11h50, na sede da IP em Almada, o contrato de concessão da primeira parceria público-privada (PPP) da futura linha ferroviária de alta velocidade que ligará Lisboa ao Porto.
Primeira fase: Porto-Campanhã a Oiã
O acordo refere-se ao troço Porto-Campanhã – Oiã (Oliveira do Bairro, distrito de Aveiro), que inclui:
nova ponte rodoferroviária sobre o rio Douro (projeto original previa uma estrutura com dois tabuleiros);
reformulação da estação de Porto-Campanhã;
construção de uma estação subterrânea em Vila Nova de Gaia (Santo Ovídio).
O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, participará na cerimónia, onde será também apresentado o acordo de financiamento.
Propostas alternativas do consórcio e polémica em Gaia
Apesar de o Plano Ferroviário Nacional estabelecer Santo Ovídio como localização da estação de Gaia, o consórcio LusoLAV apresentou à Câmara Municipal de Gaia uma solução alternativa, que:
propõe duas pontes sobre o Douro em vez de uma;
defende a construção da estação em Vilar do Paraíso;
altera a ligação direta ao Metro do Porto (mantém a Linha Rubi, mas perde a ligação à Linha Amarela);
afeta zonas de Reserva Ecológica Nacional e cursos de água.
A IP e o Governo dizem não conhecer oficialmente estas propostas e reforçam que qualquer alteração terá de respeitar o caderno de encargos, cumprir requisitos legais e ter acordo dos municípios.
Linha de alta velocidade: calendário e objetivos
O projeto prevê:
Fase 1 (Porto-Soure): conclusão em 2030;
Fase 2 (Soure-Carregado): conclusão em 2032, garantindo ligação a Lisboa pela Linha do Norte;
Tempo de viagem Lisboa-Porto: 1h15;
Extensão futura Porto-Vigo: 50 minutos via aeroporto do Porto, Braga, Ponte de Lima e Valença.
O investimento global estimado para o eixo Lisboa-Valença ronda os 7 a 8 mil milhões de euros.



































