O Sporting de Braga regressou este domingo às vitórias ao vencer o Moreirense por 2-1, em jogo da 11.ª jornada da I Liga, disputado no Estádio Municipal de Braga. Rodrigo Zalazar, de grande penalidade aos 13 minutos, e Ricardo Horta, aos 71, assinaram os golos da equipa minhota, enquanto Maracás reduziu para os visitantes aos 82.
Depois do desaire da jornada anterior diante do FC Porto, o conjunto orientado por Carlos Vicens conseguiu somar três pontos importantes num encontro equilibrado e intenso. O técnico espanhol destacou, no final, “a importância de premiar o esforço coletivo” e elogiou a evolução de Zalazar, “cada vez mais integrado no jogo de equipa”.
Carlos Vicens, treinador do Sp. Braga, na sala de imprensa após o triunfo sobre o Moreirense. O técnico valoriza o esforço da sua equipa no último jogo de mais uma série intensa.
Análise ao jogo
«Foi uma vitória importante, porque vínhamos de partidas com resultados adversos, vínhamos de grandes jogos com resultados adversos. Era importante que a equipa pudesse tirar um prémio de um esforço grande, num jogo com um contexto de calendário muito exigente, a última partida antes da pausa, e esta vitória fica-nos muito bem».
Ricardo Horta e Zalazar figuras da equipa?
«É importante valorizar o trabalho que fazem dentro do coletivo. É importante ver a evolução do Rodrigo Zalazar, com qualidade individual, pouco a pouco está a ser um jogador mais de equipa. Há que valorizar a competência grande que têm no jogo, a render muito para a equipa numa posição exigente, mais centrocampista de apoio ao avançado. Nesta posição pode jogar também o Pau Víctor, o Dorgeles, o que faz com que tenha de subir o nível. Mas, gostaria de destacar o trabalho coletivo dele, e de outros, pelo crescimento que estão a ter».
Golo sofrido de bola parada. Temeu o pior?
«A equipa fez um grande esforço para se por na frente do marcador e a faltar pouco tempo consentiu o golo de bola parada. Antes e depois tivemos possibilidade de marcar, a partida ficou aberta. Veio um pouco o fantasma de outros jogos, tivemos oportunidades para matar e não matamos e sentiu-se um pouco o que sentiu com o Genk. Quando a partida não é super bonita, com posse, a equipa também tem de ter capacidade para ganhar e hoje teve essa face».
Ganha pontos aos adversários diretos que estão à frente na tabela…
«Uma vitória em casa frente a um adversário que estava em cima na classificação é positivo. Temos falado do calendário, vínhamos a fazer bons jogos numa série de jogos imensa, mas não estávamos a crescer na tabela. Hoje foi diferente, era importante vencer, a vitória é importante para continuar a acreditar no processo. É importante que em certos momentos tenhas de atar os pontos, agarrar aos pontos».
Fran Navarro saiu aos 20 minutos.
«O Fran sentiu-se mal, teve náuseas e ficou com a visão um pouco alterada. O médico aconselhou a sair do campo. Foi para casa, vamos ver como evolui nos próximos duas, estará em vigilância».
Vasco Botelho da Costa em declarações na sala de imprensa do Estádio Municipal de Braga, após a derrota (2-1) frente ao Braga. O treinador do Moreirense diz que o resultado custa a aceitar, depois da prestação da sua equipa.
Análise ao jogo
«É daqueles dias em que é futebol. Temos de crescer sobre isto. Há dias me que para a nossa baliza ficar a zeros temos de cometer zeros erros. Cometemos dois erros, sofremos dois golos, também devido à qualidade do adversário. O que temos de levar daqui é o jogo que fizemos hoje, fantástico. Se calhar nem eu acreditei que podíamos pressionar o Braga como pressionámos. Assumimos que em determinados momentos íamos ter de recuar linhas, mas não aconteceu. Ainda na última jornada o Braga vulgarizou, se calhar é uma palavra forte, o líder e nós fizemos aqui um grande jogo. Fizemos um trabalho defensivo brilhante. Tenho de olhar para todos os momentos do jogo, se formos melhores em todos os momentos, o resultado vai sorrir para nós. Não aconteceu hoje, mas se jogarmos assim vai acontecer mais vezes. Temos de dar os parabéns ao Braga pela vitória, não sou minimamente adepto de vitórias morais, mas hoje tenho de dar moral aos jogadores, tivemos uma qualidade incrível com bola na saída, ao intervalo o Braga teve de mudar, estava a abrir espaços por todo o lado. Tiveram de chutar várias bolas para fora devido à nossa pressão. Baixaram linhas para proteger a baliza, acabamos por perder um bocadinho de pernas na segunda parte, o que tirou fluidez ao nosso jogo. É um daqueles dias ingratos, que custa aceitar, mas olhamos para dentro, tínhamos de ser mais fortes a aproveitar os erros que obrigámos o adversário a cometer, pagámos com golo os erros que cometemos, o que é mérito do Sp. Braga».
Quinze golos sofridos, sete de penálti. Imaturidade ou dores de crescimento?
«São erros. Temos que crescer. Um erro é uma oportunidade de crescimento. Daqui para a frente um jogador com inteligência e qualidade do Travassos vai ser mais inteligente a reagir no futuro. Olhar para o lance, tirar ilações – uma situação claramente individual – e crescer».
Acreditava no empate a cinco minutos do fim?
«Obviamente. Até ao último apito é jogo, até na vitória acreditava, corremos os nossos riscos, é trabalhado, acreditamos no processo e todas as alterações foram para crescer e para que a equipa crescesse».






























