Treinador dos minhotos reforça que o calendário não serve de desculpa e projeta deslocação ao terreno do Arouca
Vicens aponta melhorias necessárias na gestão da bola
Na antevisão ao encontro frente ao Arouca, marcado para as 20h15 desta segunda-feira, Carlos Vicens destacou a importância de o Sp. Braga evoluir na forma como gere a posse de bola em momentos de maior exigência física. O técnico sublinhou que a equipa tem de minimizar perdas em zonas perigosas e manter personalidade com bola, mesmo quando o jogo se torna mais intenso.
Segundo o treinador, essa foi a principal lacuna no jogo europeu diante do Rangers. Ainda assim, Vicens elogiou a atitude dos bracarenses, que “quase não deixaram notar” que estavam reduzidos a dez elementos durante grande parte do encontro.
Expulsão de Zalazar: pedido de desculpas e tratamento interno
Questionado sobre a expulsão de Zalazar, o treinador revelou que o jogador assumiu o erro perante o grupo. Vicens reforçou que situações deste tipo “não podem acontecer”, uma vez que condicionam a competitividade da equipa. A questão, garantiu, será gerida internamente.
“O calendário é o que é” — resposta às críticas do FC Porto
O técnico não deixou passar em claro as críticas feitas pelo FC Porto ao calendário competitivo. Vicens recordou que o Sp. Braga é “a equipa portuguesa com mais jogos esta temporada”, fruto da participação em várias competições.
O treinador destacou que, quando os minhotos defrontaram o FC Porto no Estádio do Dragão, tinham realizado um encontro a meio da semana para a Taça da Liga, enquanto os portistas “tiveram uma semana limpa”. No entanto, garantiu que nunca utilizou o desgaste como desculpa, apesar de reconhecer que a equipa chegou “menos fresca”.
Para Vicens, a gestão do calendário resulta das escolhas de cada clube: “O FC Porto decidiu colocar o jogo da Taça da Liga num momento, nós noutro. É assim que funciona.”
Arouca em crise, mas com identidade definida
O próximo adversário do Sp. Braga soma quatro derrotas consecutivas, mas Vicens rejeita qualquer ideia de facilidades. O treinador elogiou a organização e a identidade forte do Arouca, reforçando que este tipo de oscilações é natural na I Liga.
Para o técnico, mais importante do que os resultados imediatos é “o legado que se deixa” e a forma consistente como as equipas procuram competir ao mais alto nível.































