Pais de Manu reconhecidos como vítimas indiretas pelo Ministério Público

Decisão abre caminho a apoio psicológico e social, após o homicídio do jovem de 19 anos à porta do Bar Académico da UMinho.

O Ministério Público reconheceu esta terça-feira o estatuto de vítimas indiretas aos pais e à irmã de Manuel de Oliveira Gonçalves, conhecido como Manu, o jovem de 19 anos assassinado com três facadas em abril deste ano à porta do Bar da Associação Académica da Universidade do Minho, em Braga. A decisão permite avançar para a atribuição de apoio psicológico e social aos familiares, que aguardam agora a intervenção da Comissão de Proteção às Vítimas de Crimes.

Os advogados da família, Raquel Dantas e José Dantas, tinham solicitado acompanhamento continuado através da Rede de Apoio à Vítima, bem como uma indemnização de 750 mil euros, além do pagamento de 8.960 euros referentes a despesas já suportadas. Sustentam que o homicídio, cometido com extrema violência, gerou danos emocionais profundos e perturbação severa na estrutura familiar, agravados pela exposição mediática do caso.

O presumível autor do crime, Matheus Marley Machado, cidadão brasileiro de 27 anos e cantor de rua, encontra-se em prisão preventiva há mais de seis meses. Confessou parcialmente ter desferido as facadas mortais, na sequência de um incidente no interior do bar académico, onde Manu teria denunciado a presença de uma substância alucinógena na bebida de uma jovem amiga. Sem meios financeiros para indemnizar a família, um eventual adiantamento poderá ser concedido pela Comissão de Proteção às Vítimas de Crimes.

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