SC Braga prepara deslocação exigente a Famalicão com ambição reforçada

Carlos Vicens destaca solidez defensiva do adversário e pede máxima competitividade para manter a equipa em crescimento

Na antecâmara da 13.ª jornada da Liga, marcada para as 20h30 deste sábado, Carlos Vicens sublinhou que o Sp. Braga terá de apresentar a sua melhor versão para conquistar três pontos no terreno de um rival direto. O treinador dos arsenalistas destacou a consistência do Famalicão, realçando que apenas Sporting e FC Porto conseguiram vencê-lo nesta edição do campeonato.

Um adversário sólido e difícil de ultrapassar
Para o técnico espanhol, o Famalicão tem sido uma das equipas mais equilibradas do campeonato:
«É um conjunto que sofre poucos golos, tem uma identidade de jogo muito clara e conta com individualidades capazes de fazer a diferença. Para vencermos, precisamos de um Braga competitivo, forte e ambicioso. Só assim poderemos ter êxito.»

A oportunidade de ultrapassar um rival direto
Com a possibilidade de ultrapassar o Famalicão na tabela caso vença, Vicens lembra que ainda é cedo para contas finais:
«Estamos no início de dezembro e o campeonato tem 34 jornadas. Queremos somar o máximo de pontos possível até ao fim.»

Gestão do plantel e alternância nas escolhas
Questionado sobre a ausência de Leonardo Lelo dos últimos três onzes iniciais, Vicens explicou que a rotatividade tem sido essencial num calendário tão preenchido:
«Todos os jogadores passam por fases. Somos, até agora, a equipa portuguesa com mais jogos esta época. É impossível competir em todas as frentes com poucos jogadores. Todo o plantel tem de estar preparado, e depois cabe-me escolher.»

Evolução constante e ideias consolidadas
O treinador destacou ainda o crescimento visível da equipa ao longo das últimas semanas:
«Não existe uma bola de cristal. O processo é flexível, com altos e baixos, e não termina. Não podemos contar apenas com onze jogadores, senão ao fim de um mês estariam esgotados. Vamos dando oportunidades, alterando peças, e a equipa tem crescido. Dá-me confiança ver o grupo a assimilar ideias e a demonstrar ambição para fazer coisas importantes esta época.»

Identidade cada vez mais definida
Vicens afirma sentir os jogadores plenamente integrados no modelo de jogo:
«Se perguntarem um a um como jogamos, todos saberão responder. Conhecem a nossa identidade e sabem também onde podemos melhorar. Há margem e vontade para isso.»