CP alerta para perturbações de quarta a sexta-feira devido à greve geral de 11 de dezembro

A Comboios de Portugal (CP) informou esta terça-feira que a circulação ferroviária poderá sofrer fortes perturbações entre quarta-feira e sexta-feira, devido à greve geral marcada para quinta-feira, 11 de dezembro. A empresa avisa que o impacto poderá começar a sentir-se na véspera e prolongar-se no dia seguinte, afetando vários serviços de passageiros.

Greve poderá afetar todos os serviços ferroviários

De acordo com a CP, prevê-se a supressão e atrasos em comboios Alfa Pendular, Intercidades, Internacional, InterRegional e Regional.
A empresa recomenda aos passageiros que planeiem deslocações alternativas ou que consultem regularmente os canais de informação atualizados.

Reembolsos e trocas garantidos

Num comunicado, a CP informa que os clientes com viagens marcadas para os dias afetados poderão:

  • Pedir reembolso total do bilhete, ou
  • Trocar gratuitamente por outro comboio da mesma categoria e classe.

Estas operações podem ser realizadas:

Antes da partida

  • Através do myCP, na área “Os seus bilhetes”, para bilhetes comprados online ou via app;
  • Nas bilheteiras físicas da empresa.

Após a hora de partida

  • Até 10 dias após o fim da greve, poderá ser solicitado reembolso através do formulário online “Reembolso por Atraso ou Supressão”, mediante envio digitalizado do bilhete original.

Vários sindicatos envolvidos

A paralisação ferroviária resulta da adesão de múltiplas estruturas sindicais, entre as quais: ASCEF, FECTRANS/SNTSF, FENTCOP, SINAFE, SINDEFER, SINFA, SINFB, SINTTI, SIOFA, SNAQ, STF e STMEFE.

Greve geral histórica junta CGTP e UGT

A greve geral de 11 de dezembro, convocada contra o anteprojeto do Governo para a reforma da legislação laboral, tem caráter histórico: será a primeira paralisação nacional conjunta das duas maiores centrais sindicais portuguesas — CGTP e UGT — desde junho de 2013, período em que o país se encontrava sob intervenção externa da “troika”.

As organizações sindicais defendem que as alterações propostas ao Código do Trabalho representam um retrocesso nos direitos laborais, ao passo que o Governo argumenta que as medidas são necessárias para flexibilizar relações laborais e melhorar a competitividade económica.